Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

sábado, 30 de dezembro de 2017

Minha avozinha

Minha avó, Uffa!;
Não sei quantos anos tem;
Só sei que as mãos dela sentem;
O abraço forte e ardido da enxada, Opha!;

Minha avó;
Velha ela é;
Cresceu e envelhece;
Com enxada na mão;
Sem abster-se de ir a Machamba;
Grandes tarefas faz e trabalhadora ela é;

Minha avó;
Cabelos brancos ela tem;
Pés dela não calçam chinelos bem;
Por cansaço e caducada também;

Minha avó;
É de anos 80;
Mas família desfavorecida ela sustenta;
Como um famoso projecto de sustenta;
Assombro-me (...) mas minha cabeça não esquenta.

Franklim de Manguião (minha velha avó) Mocuba

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Lembranças

Estarei de regresso meu amor;
De tanto tempo distânciados das nossas crianças;
Um ao outro e tudo do melhor;
Só me trazem lembranças de vocês;

Só me traz lembranças

De jeito que tu és de letão;
Teu andar de leilão;
Que fazia de meu coração de ladrão;
No meio das abelhas queria ser teu zangão;

So me traz lembranças

A cada dia que passa  cogito ti;
Nos minutos do tempo e o sol à crescer;
Desde o dia que parti;
Acho que não viverei sem o seu ser;

Quando durmo cogito nos; Nossos planos no futuro;
Nossos sonhos, guardo no meu pensamento como ouro;
Para um dia os realizarmos (...)

Franklim de Manguião (lembranças de ti) Quelimane 05/03/017.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Voltarei

Voltarei

Da terra onde venho;
Mesmo que passe uma temporada ;
Mesmo que aconteça o que aconteça;
Mesmo esquecendo ;
Dos caminhos por onde vim;

Voltarei
Mesmo com tanto; congestionamento;
Mesmo com chuva e frio;
Mesmo com sol e veemência;
Mesmo de qualquer meio;
Há saudade no meu pensamento;
Mas tenho paciência;

Voltarei
Da terra onde venho, há muito;
Belas paissagens naturais;
Boa gastronomia existe isso;
Sem excluir bom entretenimento;
E lá tem também ;
Mulheres formosas e fascinantes;
Que só dão para casar, bem;
Querer envelhecer com elas, por isso;

Voltarei
Terra que os lusitanos;
Batizar com o nome bons sinais;
De palmeiras e de ventos alisios;
Da mucuane e mucapatà,aís!;
Também terra de chá e do coco;

Voltarei
Distante estou eu de lá;
Escurece eu cá mas durmo lá;
No cume dum colchão de lã;
São os sonos que levam-me lá;
Rogo a Deus que despende-me a vida até eu retroceder lá;
Voltarei
Franklim de Manguião (saudades da Zambézia, 23/07/017- mocuba )

sábado, 9 de dezembro de 2017

Monalisa

Monalisa
Mulher linda és e tens;
Cabelo liso e dentes;
Olhos, sorroso brilhantes;
Cabeça e rosto esférica tens;

Tu és senhora maravilhosa;
Que até então meus olhos;
Contemplaram, o ser seu pactua c'tigo;
Teu corpo macio,espanta ver-te;
E também mulher famosa foi;

Espanta-me ver-te na tua linda casa;
Parada,sem mover nem algúm;
Mãos,olhos,boca e nariz,nossa!
Trajada de Anjo, que não vi nenhum;

A quem te fez;
Bem te fez;
És verdadeiramente de' vez;
Um produto de pelas artes;
Lentamente te fez;
Com matéria-prima Caro, ses!!

Dou ao Engenheiro e pintor;
Seu, que o fez bela;
O dobro da nota máxima;
Que alguém dária ao teu ser;

Tua casa aprazível;
É feita de cores;
Vivas, imortais e amavel;
Verdadeira obra dos deuses;

Toda vez que diviso para ti;
Fica sempre;
Com boca fresta sorrindo;
Para mim! Monalisa aí!

       Franklim de Manguião (Monalisa) mocuba