Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

sábado, 30 de junho de 2018

Quero ser mas receio ser idoso

Quero ser mas receio ser idoso

Tenho sonhos;
Desejos e gostos;
Alcançar cem anos;
Viver e contar o meus vividos;
A gerações à cem anos;

Quero ser avô, bisavô;
Ser apelidado ancião, avô;
Ver os meus trinetos a terem bisnetos;
Viver sem medos;

Mas através de más acções;
Receio ser avô ou tal de cem anos;
Tenho medo daqueles insultos, acusações;
Por quê não morre seu velho;

Tenho medo de ser chamado;
Feiticeiro, velho acabado;
Não prestável;
Que é lamentável;

Idoso, querer;
Tenho medo de ser;
Queimado ao ar livre, livremente;
Enquanto sendo inocente.

Autor: Franklim de Manguião
"Arame ferrujado" Mocuba-Zambézia
02/07/2018

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Interrogações

SERÁ QUE É O FIM DO MUNDO

Será que é o fim do mundo?!

É que tudo está transformado;
Parecer estar indo no fim;
Tudo dito na bíblia sobre fim está acontece;
Fim do mundo;

Hoje;
Os valores, tradições, mito;
Os grandes tabus, nos dias de hoje;
Estão remoto e ficaram no pretérito;

Será que é o fim do mundo?

É que já não existe crianças;
Todos são adultos e nem crenças;
Escolhas imperfeitas fazem, bobagem;
Prostituição, alcoolismo e bandidagem;

É que nas mulheres veste até ao joelho;
Já foi olvidado agora é cinto;
Sem receio ao público de olho;
Ate vão ao mercado nuas muito sinto!

Nos homem também;
Nariz, orelha perfura;
Vice-versa a mulher quer ser homem
Doentes mentais sem cura;

As pessoas fazem-se de esquecer
As palavras poderosas do Senhor
Só clube, redes sociais má ser
Não Igreja, Bíblia ou louvor.

Geração perdida é a nossa!

Autor: Adágio Manguião
Hoje em dia- mocuba
14/05/2018

Amor impossível

Amor impossível é  o nosso

Aqui sentado...
No canto de um jardim, há estrada ao meio;
Galgando muita coisas e gente;
Meus olhos olhando atentamente a cada meio;
Só vejo estrelas não gente;

Estou fora da minha mente;
Ao cogitar tudo que galgamos;
Aquele desalegre bate-papo que tivemos;
"Procura outra pessoa que eu não sou perfeita para te";
Cogitando nisso dá-me ânsia de lacrimejar;

Aquela expressão está retida;
Na mente não sai, é possível;
Teu motivo justifica a nossa vida;
Vivemos amor impossível;

Sinto-me culpado de tudo;
Por ser eu que nasce depois de te, nossa!
Por ter te conhecido depois de teu marido;
Por ter te conhecido ontem (...) é minha culpa moça;

Coração lacrimeja dessa dor;
É impossível achar alguém como tu;
Que enxugue essas lágrimas sem cor;
Amar-lhe novamente como tu;

Prefiro prosseguir adormecendo;
Nessa ilusão;
Querer ficar atrás nem no pretérito eu não;
Deixemos que o tempo faça tudo.

Autor: Franklim de Manguião
Amor impossível / Mocuba
09/06/018

terça-feira, 19 de junho de 2018


O que faz-me ser poeta

São o simular das palavras;
A música o almejo;
Em ser autor o desejo;
Literatura, estilo de figuras;

São os Lusíadas de Camões;
As ricas obras de José Craveirinha;
As de Couto, Pessoa,de Aziz, Noronha;
Que me apeguei e estimo, as de Guimarães;

São as aventuras, romances de amor;
Sociedade, filmes que inspira-me tecer, nossa!;
José craveirinha com sua obra famosa;
" quero ser tamor";

São os tempos livres com mente fresca;
Que usufruo para viajar no mundo;
Também as redes sociais, tudo;
Que faço da minha biblioteca;

São  pessoas que me incentivam;
Dizendo continue, serás verdadeiro autor;
Amanhã e no futuro com zelo e suor;
Meus rascunhos também elogiam;

Faz-me ser poeta!

Autor: Franklim de Manguião
"Poesia é arte" Zambézia, Moç.
14/06/2018

sábado, 9 de junho de 2018

O OPOSTO!

O OPOSTO!!

Por quê tanto assim?!
(...) (...) (...)!

Se as coisas boas são boas;
por quê existe os opostos?
Por quê existe os gostos;
se no íntimo dos gostos há amarguras?

Se a laranja e tão doce;
por quê existe o limão?;
Se existe a clareza;
por quê existe o escuro?
Se comemos como comemos;
por que existe o ser saço?
Por quê nutri-me com mãos
sabendo que a comida estava quente?

Arrependo-me tanto;
Não consego perdoar-me, desde lado;
Vi erro realizado;

Mas de quem é o delito?!
Daqueles que erraram primeiro;
Daqueles que morderam o fruto;
Proibido?
Adão e Eva (...)!!.

Autor: Franklim de Manguião
Os gostos/Mocuba - Zambézia
09/06/018

quarta-feira, 6 de junho de 2018

SAUDADES QUE TU TRÁZ

SÓ ME TRÁZ SAUDADES

Sempre aqui;
Que caminho ela chegará, enxergando;
O contar dos segundos controlando;
Coração latejando na presteza e toque;

O sol e as horas estão imóveis;
Aguardando chegada dela que permutem de lugar;
Enxergo corpo dela porta no flutuar;
Tantas saudedes eis!

Só me traz saudades;
Saudades que envenam meu pobre corpo estes;
Deixa-o debilitado quando desporta tudo;
E amamo-nos e nós gostamos tanto;

No cismar do tempo distante, agente;
Porta saudedes anchos;
No cume daquela esquina estamos;
Para matar nesse instante;
Olvidamos o mundo.

Autor: Franklim de Manguião
Saudades pesadas/ Mocuba - Zambézia
06/06/2018