Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Querem roubar meu esposo

QUEREM ROUBAR MEU ESPOSO
(Grito de uma esposa)

Estou de olho com coração corajoso;
Mas porquê gente sem coração;
Será que não mereço esse bonzão?!
Querem roubar meu esposo;

Últimamente fico surpreendida queridinho;
Com as acções que fazia antes, hoje não e ainda;
Tem sido calhas chamar-me de mãe, amor até querida;
Na rua as xexelentas dizem oi colega ou visinho;

Quando volta do serviço, 21 horas diz: VOU NO LAZER;
Hora de comer diz: NÃO ESTOU FAMINTO;
Na cama já não me toca, já não é ser;

Falsas explicações dá-me quando peço;
Fico equivocada, sei tudo;
Aih Deus! querem roubarem meu esposo.

Autor: Franklim de Manguião
[Quem roubarem meu esposo]  pelo último poema meu
29/11/2018

domingo, 18 de novembro de 2018

Sou um jovem

MEU LADO BOM (...)

Sou um jovem da era antiga;
Sou da era do meus bisavôs;
Aquele que ouve e lê os conselhos;
Regras da ética e moral da vida, siga;

Sou aquele jovem que é assim;
Não tenho ambição nem mau desejo;
Aventuras, piscina, clube nem almejo;
Festinhas ou mesmo bar, é não sim;

Sou um jovem humilde de coração;
Jovem não alcoolizado e não fumador;
Nenhum vício até então e nem sou amador;
E muita gente tem ambição da minha acção;

Sou aquele jovem de olhos bem abertos;
Andejado na rua mas parece fechado;
Coisas que vejo más e boas vou deixando;
Até digo: Ufa! Que horror ou onde vamos?!

Não sou apressado devagarinho vou lá;

Difícil de se apaixonar pela primeira vista;
Quero casar e ter família aos 25 anos;
Com desejo de consultar os mais velhos;
A mulher perfeita para mim, essa mista;

Sou dos anos sessenta,setenta ou oitenta;
Mas perdido nessa era de dois mil;
Essa minha e nossa pertida era jovenil;
Causadora dos pais angústia sem meta.

Autor : Franklim de Manguião
[Minha forma de ser] penúltimo poema meu
Mocuba-18/11/2018

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Dizem que...

DIZEM QUE!!

Dizem que nos amamos por que;
Nosso amor é perfeito e resistente;
Cronometramos juntos nossas idas;
Andejamos juntos na rua, nossa mente;
Sem receio e de mãos dadas;

Dizem que estou apegado contigo;
Por que quando andejamos ao bar;
Não nos deixamos, juntos no clube é só go;
Cinema ou melhor a qualquer lugar;
Sem te fico infeliz e contigo o inverso;

Dizem que você mima-me por que;
Faz tudo que eu quero sim;
Cuida-me, cativa-me e controla-me;
Sou mimado contigo sim;
Por que quando choro você consola-me;

Dizem que nosso amor é diferente;
Por que nosso amor não tem cor;
Não nos magoamos, bem coadjuvante ;
Óbice e óbice partilhamos essa dor;
Somos honestos um ao outro.

Autor: Franklim de Manguião
[Essa Química] Penúltimo poema e mais um
09/11/2018

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Ah Poesia!!

Aih Poesia!!

Aih poesia, tu me alívia;
O cismar que te revelo tanto;
Nos meus livres e penosos momento;
Desabafo contigo e és única via;

Tu és o padre e eu o confessante;
Nessa igreja e tu escuta minha voz;
Humilde, atinamos nós;
Que isso é bastante interessante;

Aih Poesia, tu és a minha companhia;
Nos meus momentos de tristeza e alegria;
A caneta apertando o pepel a alento cria;
E escrevo àquilo que lá no fundo chia;

Aih Poesia, ensinou-me  compor letras;
A métrica ou os tipos de rima;
Meus amigos gostam da zeugma;
Sabem de mim e tudo que sociedade trás;

Aih Poesia, tu atinas tudo de mim;
Sabe também de tudo que me inspira;
E quero que juntos estejamos à santo gira;
Por que você é meu refúgio e consola-me;

Aih Poesia...!

Autor: Franklim de Manguião
[Quem gosta quer] -penúltimo poema meu
30/10/2018- Mocuba