Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

sábado, 20 de julho de 2019

Que sou eu para criticar meu país.

             QUEM SOU EU PARA CRITICAR MEU PAIS.

                Dizem que Moçambique  é  para todos;
                   Dizem que Moçambique é vasto;
          Do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico;
                Mas só há única província, privilegiada;

                    País do índico, de tantas riquezas;
           Riquezas que o povo se beneficia na teoria;
               Tantos alimentos naturais produzidos;
                   Mas só alimenta-se de artificiais;

       Governo do povo, mas só governa nas eleições;
           Depois, há os que detêm o poder, não o povo;
             Onde a justiça beneficia os patrões e mais;
            Os direitos não beneficia os não patrões;

                   Onde o que é da ajuda humanitária;
                     Deixa de ser distribuição gratuita;
                  Só quando o povo clama carimbam;
                 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA, que pudor;

                Quem sou eu para criticar meu pais?

             Aqui onde a saúde é o maior valor da vida;
             Mas o médico trabalha nas redes sociais;
           Enquanto lá na fila morrem idosos e crianças;
                  E para ser atendido deve soltar a mão;

                     Aqui onde a educação é gratuita;
               As notas transformam-se em dinheiro;
               Conhecimento não e válido, olvidam;
           A missão de formar o homem do amanhã;

               Tantos jovens com vasta experiência;
                   Conhecimentos e tantos sonhos;
               E sonhos para darem o melhor o país;
                          Mas apoucados eles são;

           Os que têm a voz de falar não são ouvidos;
                   Os que têm a voz são silenciados;
                  Para sempre e nunca falam nada;
                 Os que têm a voz estão confinados;

                Quem sou eu para criticar meu país?

                                 Autor: CE CEDILHA.
                  Se Machel e Mondlane vivessem...
                                Maputo 20/07/2019

sábado, 6 de julho de 2019

Lição de vida

LIÇÕES DA VIDA

Nasci e estou aqui por um propósito;
Todos dias que me indago e insisto;
Esta é a resposta que tanto encontro;
Coisas ruins desinteresso no centro;

Fui nascido e criado numa família;
Tenho que ter a minha própria;
São as leis naturais da vida;
A vida é feita de pelejas, não de fada;

O mundo me pontificou que todo;
Lugar que o homem vai desamparado;
Terá família, verificando isso;
Tenho nos lugares que passei e passo;

Não é só de laços de sangue, neste chão;
Vizinhos e amigos tambem são;
E que esses vizinhos e amigos;
Não são constantes ou estáticos;

Aprendi que viver de forma benéfica;
Está além de ser ambicioso, cá;
Aprende que é preciso obter algo;
Justamente e com teu labuta, amigo;

Aprendi que deslocar-se, sem asas;
É conhecer o mundo e as coisas;
Nelas contidas e tanto veria;
Coisas que em repouso não faria;

Coisas boas múltiplas, acato a cantiga;
Esforço-me para pôr em prática;
A vida me pontificou à caminhada;
Uffa!  Lições de vida.

Autor: Franklim de Manguião
Lição de vida- 1º passeio
Maputo
06/07/019