QUEM SOU EU PARA CRITICAR MEU PAIS.
Dizem que Moçambique é para todos;
Dizem que Moçambique é vasto;
Do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico;
Mas só há única província, privilegiada;
País do índico, de tantas riquezas;
Riquezas que o povo se beneficia na teoria;
Tantos alimentos naturais produzidos;
Mas só alimenta-se de artificiais;
Governo do povo, mas só governa nas eleições;
Depois, há os que detêm o poder, não o povo;
Onde a justiça beneficia os patrões e mais;
Os direitos não beneficia os não patrões;
Onde o que é da ajuda humanitária;
Deixa de ser distribuição gratuita;
Só quando o povo clama carimbam;
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA, que pudor;
Quem sou eu para criticar meu pais?
Aqui onde a saúde é o maior valor da vida;
Mas o médico trabalha nas redes sociais;
Enquanto lá na fila morrem idosos e crianças;
E para ser atendido deve soltar a mão;
Aqui onde a educação é gratuita;
As notas transformam-se em dinheiro;
Conhecimento não e válido, olvidam;
A missão de formar o homem do amanhã;
Tantos jovens com vasta experiência;
Conhecimentos e tantos sonhos;
E sonhos para darem o melhor o país;
Mas apoucados eles são;
Os que têm a voz de falar não são ouvidos;
Os que têm a voz são silenciados;
Para sempre e nunca falam nada;
Os que têm a voz estão confinados;
Quem sou eu para criticar meu país?
Autor: CE CEDILHA.
Se Machel e Mondlane vivessem...
Maputo 20/07/2019