Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

domingo, 28 de junho de 2020

Biografia do Autor.

BIOGRAFIA.

Franklim Fernando Manguião Pinto, conhecido por Franklim de Manguião e por seu pseudónimo "Ce Cedilha" é um filósofo e escritor Moçambicano. Nasceu no dia 06 de Janeiro do ano 1998 no distrito de Namarrói província da Zambézia, numa família tradicional. Desde cedo mudou-se para Quelimane com os pais, passou lá a infância e tendo adoptado a naturalidade de Quelimane.
Ele, concluiu o ensino básico na escola primária 1º e 2º grau Josina Machel -Quelimane. Ademais, frequentou o ensino médio na Escola Secundária de Naminho e tendo concluído na Escola Secundária e Pré-universitária de Sangarivera ambas em Quelimane. No entanto, por dificuldades de vida, trabalhou aproximadamente 2 anos como segurança numa empresa privada e no ano de 2019 foi admitido na Universidade Eduardo Mondlane onde cursa actualmente o curso de filosofia. Ce Cedilha, apaixonou-se pela literatura desde cedo tendo começado a escrever seus pequenos textos no ano de 2016.
Suas obras: o caminho da escola, quando passamos dificuldades, o primeiro desafio dos Nhusses, deixamos te lembrar, óh massacre de Mueda (esse que serviu de concurso de poesias no dia 16 de Junho tendo sido classificado em 3º lugar com certificado de mérito numa editora "Poeme-te hoje), o tempo passa e mais.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Passe o passado

PASSE O PASSADO

Passe todo o passado esse desagradável;
Não interessa mais esse acabado;
Espere o futuro quanto o presente parado;
Talvez permaneça o indispensável;

Passe o passado que lá se vai quiçá
Nos piscar dos olhos caducos paulatinamente;
Já não interessa mais esse acabado e na mente;
Lembranças não são mesma coisa;

Passe o passado que veio de lá;
Já não interessa mais esse acabado;
Não viver apego do passado na linha de lã;

Passe o passado do passado replete;
Das memórias nas memórias findado; 
Pois trazem descontentamento e saudade.

Autor: Franklim de Manguião
(Passe o passado) 25 de junho.

Independêcia

INDEPENDÊCIA

É saber como desacompanhado se guiar;
É saber como se prosperar;
É saber como seus ferimentos cicatrizar;
É saber como olhar e discrepante pensar;

É saber como se auto-controlar;
É saber como baseando na moral se coabitar;
É saber como se auto-abonar;
É saber como se governar;

É saber como cair e se erguer;
É saber como só as pendências resolver;
É saber como para todos o bem-fazer;
É saber como é o valor da Independência ao dizer;

É saber como se harmonizar;
É saber como se auto planejar;
É saber que ela não é dependência no ar;
E se Moçambique fosse assim?

Autor: Franklim de Manguião
(Dia da Independência) Maputo 2020.
Polana Caniço A.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Rei e rainha somos


REI E RAINHA SOMOS

Que reine o amor nosso até o fim das durações;
Somente o futuro, o resto os anjos cuidarão;
Este império eternamente as forças governarão;
Que edificamos nos nossos corações;

Habitaremos nesses castelos deslumbrantes;
Bem fortificados e com cheio de mantimentos;
Dos milhões e milhares de anos destinados;
O sol parará e não haverá contagem de idades;

Arquitectaremos nossas aldeias e comunidades;
Há terra prometida lá no rio Nilo com fertilidades;
Superaremos Julieta e Romeu ou império de faraó;

Quero tua coadjuvação no comando desse império;
Somos Rei e Rainha com nosso domínio;
Ansiamos as felicidades que nunca irão.

Autor: Ce Cedilha
(Rei e Rainha) 23 de junho de 2020.
Maputo-Katembe,Insime.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Massacre de Mueda

DEIXA TE LEMBRARMOS, ÓH MASSACRE DE MUEDA

Os anos lá se foram a cada piscar dos olhos;
Nas décadas de sessenta que sobreveio;
Naquele espaço de Mueda e hoje dissemos;
Deixa te lembrarmos, óh Massacre de Mueda;

Deixa te lembrarmos, óh te Massacre de Mueda;
Nasceste da nossa discórdia ao colonialismo;
Quiseram roubar nossa identidade e servi-los;
Quando dissemos "não" dispararam eles;

Mostrámos nossa veemência resistência;
O colono usou força impondo sua autoridade;
Muitos de nós tombámos naquele local por justa causa;
Mas a luta confinou porque almejávamos a paz;

Almejávamos a independência total e residimos;
Passa o tempo mas tu ficaste nos nossos livros;
Passamos nós mas ficaste nas memórias da história;
E hoje lembramos de te, óh massacre de Mueda.

Autor: Ce Cedilha.
Massacre de mueda
16 de Junho de 2020
Texto que serviu de concurso e estive no 3 º lugar.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Aquela fotografia tua

AQUELA FOTOGRAFIA TUA

Quando as saudades batem quero te ver
A distância tem sido o meio que nos separa
Até fico tanto apavorado
Somente ver tua foto tem sido a única via. 
Tenho uma única foto nos meus dispositivos
Aquela que há anos não apago e nem irei
Está guardada na biblioteca da minha mente
Quando as saudades batem mesmo
Lembro dela e vou lá as quinze contemplar.

Autor: Ce Cedinha
Aquela fotografia 02
Katembe-09 de Junho de 2020.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Quando passamos dificuldades

QUANDO PASSAMOS DIFICULDADES 

Agente fica tanto apavorado;
Pensamos que tudo está indo ao fim;
Passamos mal e com vontade de gritar;
Nem queremos ouvir conselhos;

Quando passamos dificuldades;
Ficamos amargurados sem pensar em olvidar;
Até chorar tem sido desejo;
Por tanta desesperança;

A cabeça pesa com um peso infinito;
Pensamos que a vida acabou ali ou aqui;
Quando passamos dificuldades;
A única vontade que nos surge é morrer.

Autor: Franklim de Manguião
Momentos difíceis
Katembe-09 de Junho de 2020.

Óh Ce Cedilha


ÓH CE CEDILHA

Óh Ce Cedilha, eu sou você;
Desde que te conheci de adoptei;
Veja hoje o que aconteceu em nós, ei;
Ce Cedilha, jamais cogitou que me apelidasse;

Coabitava neste mundo só e sozinho;
Coadjuvar-me a perceber quis alguém;
Não divisava mas te atinei naquele caminho;
Adoptei-te e hoje nos confundem;

Vamos indo assim até o fim dos nossos tempos;
Eu moro em ti e de ti em mim, isso nos substitui;
Somos Ces cedilhas e nos adoramos;
Nas escritas tu me comuta e conclui;

Oh Ce Cedilha, adoptei-te;
Com um carisma excepcional;
Mas eles e o mundo hoje; 
Chamam-me Ce Cedilha.

Autor: Franklim de Manguião
O baptismo de Ce Cedilha
Katembe-09 de Junho de 2020.

A poesia é a unica coisa


A POESIA É A ÚNICA COISA

A poesia é a única música que sei;
A poesia é a única canção que sei;
A poesia é a única composição que sei;
A poesia é a única coisa que sei;

Vivo de poesia e ela vive em mim;
Narro as coisas que passo com sinceridade;
As coisas que vejo na sociedade;
Amiga que me ouve e componha-me;

Oh Deus, de si agradeço o dom que me deu;
Quero que esse dom floresça em mim;
Amo dela e quero com ela chegar longínquo;
O mundo me conheceu dela e assim; 

A poesia é a única música que sei;
A poesia é a única canção que sei;
A poesia é a única composição que sei;
A poesia é a única coisa que sei;

Autor: Ce Cedilha
A poesia é a única coisa
Katembe-09 de Junho de 2020. 

Essa mulher não envelhece

ESSA MULHER NÃO ENVELHECE

Por beleza tanto ela preocupa-se;
Cuida que cuida de formas incomparáveis;
A magia e poder dela são aprazíveis;
Esta mulher não envelhece;

Ela zela da pele tanto e quanto do vestuário;
Do cabelo, não olvidando dos olhos cintilantes;
Usa maquilhagem e sandálias de cores quentes;  
Quer voltar na mocidade na ponta do horário;

A mulher de quarenta, causa espanto;
Aprende veste da Europa que parece gentil;
Naquelas novelas sente prazer veste do Brasil;
Dentes brilham Mulala ou escova ao recanto;

Deseja roupa curta, clara e não engrandece;
A mulher de quarenta de querer gingar;
Quer baixar saias curtas ao andar;
Essa mulher não envelhece.

Autor: Ce Cedilha
Essa mulher não envelhece

Katembe-07 de Junho 2020.