Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

domingo, 19 de julho de 2020

Vamos dialogar, oh amor

VAMOS DIALOGAR, OH AMOR

Vamos dialogar, oh amor
Resolver nossos obstáculos desmedidos
No alicerce dos diálogos como amadurecidos
Se é guerra fria então bom exemplo e bom humor

Vamos discutir o quanto tencionarmos
Ofendermo-nos mas saibamos nos dar ouvidos
Olvidemos alçar mão a nós, somos amadurecidos
Líquidos, gazes, objectos na pele não desejemos

Problemas estão a par dos pares na residência
Se não há problemas tão pouco não há amor
Mas resolver com violência causa dor
Destrói tanto a violência com veemência

Vamos discutir até achar a acção da solução
Se desculpas lotaram nossos coitadas sacos
Pediremos mil socorros de conselhos ecos
Instâncias outras mas violência amor não.

Autor: Franklim de Manguião.
Poesia de concurso 2, Julho de 2020.

Sonhos roubados da Rosa

SONHOS ROUBADOS DA ROSA

Linda moça com idade de uma catorzinha
Menina de desejos e sonhos brilhantes era
Tão inteligente, tão educada e dedicada era
Tão invejável e de qualidades mocinha

Lembro-me ter dito que almejava ser enfermeira
Lembro-me ter dito que almejava ser advogada
Lembro-me ter dito que almejava ser deputada
Lembro-me ter dito que almejava ser engenheira

Cara dela carregava sorrisos brilhantes
Sorrisos que se transformaram em lamentos
Permutou-se o por necessidades deles, jumentos
Pais delas sucumbiram tais sonhos conscientes

Cedo teve Lar motivados de cinco mil meticais
Daquele que se fez patrono voltando do Rand na mina
Exerce papel de dona de casa pobre menina
Vida miserável que ela carrega e sonhos no cascais.

Autor: Franklim de Manguião.
Poesia de concurso 3, julho de 2020.

Conselhos para pais

CONSELHOS PARA PAIS

Somos pais desde mundo tão briosos
Filhas nossas precisam de boa convivência
Casamento tão cedo é pura inconveniência
Façamos tudo que futuro delas sejamos orgulhosos

Que se dê-a boa delicadeza e liberdade
Que bons discernimento sejam feitas
Que bons alvitres sejam dadas
Que se dê-a tudo de bom antes da idade

Mundo cheio de necedades nós residimos
Jamais troquemos nossas filhas
Para suprir nossas necessidades nestas ilhas
Por mais que seja a penúria não optemos

Minha filha esteja pronta e crescida
Por mais carência haver não desistência a escola
Seja a melodia que a garganta cola
O melhor o futura trará nesta ida.

Autor: Franklim de Manguião.
Poesia de concurso 4, julho de 2020.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Minha pátria é meu Bairro

MINHA PÁTRIA É MEU BAIRRO

Minha pátria é meu bairro
É aqui que fui visto nascer
É aqui que fui visto crescer
É aqui que fui educado

Nesta pátria aprende e desaprendi
Oh! O orgulho da fantasia, isso que é o meu bairro
Aprende que lado nasce e vai o sol
Muitas coisas que carrego comigo
Este bairro pátria e minha identidade

Viram-me aqui na primeira vez, com essa carrapaça
Isso sim, é a minha identidade
Aqui , ensinam-te  e louva-se o esquecimento
É a moda dessa pátria caracassa;
Nesse pátria,aventura-se  e aprende
Basta clicar  o sol  desaparece o conhecimento.

Mas aqui nasci , aqui ensiaram os passos da vida
Sou desse bairro-pátria que tombei do seu gênese
Sou dessa pátria , marrungula que bebe nossos direitos e engrossa os deveres
Oh!  Aqui Sim é o meu pequeno bairro
Uma preseça desnotada do  Eden.

Autores: Franklim de Manguião e João Tualufo Jr.
Julho de 2020.

Mas onde nós vamos.

MAS ONDE NÓS VAMOS

Mas onde nós vamos com essa pandemia
Mas onde nos leva, oh pandemia
Onde iremos sem condições sanitárias com o vírus
A inquietação já não é do termo “coronavirus” 

Escolas, caminhos e ar reabertos, soltaram o vírus
As bancadas da escola esperam-nos e mais o vírus 
E se colegas, professores e nós infectarmos 
Aí sim, lágrimas cairão e aterrorizados ficaremos.

“Ave-maria cheia de graças salve esses jovens”
“Obcecados aos estudos e sem escolha desses bens”
Quem rogará? Se as Igrejas abrir recusaram-nos

Queremos a vida queremos os estudos
O mundo assim é como funciona mas todos
Sucumbe-nos estes dilemas, Deus abrigue-nos.

Autores: Franklim de Manguião e João Tualufo
Mas onde nós vemos? Oitavo dia de Julho de 2020.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Lá vou eu, lá vamos nós

LÁ VOU EU, LÁ VAMOS NÓS

Lá vou eu, Lá vamos nós;
A cada dia e circunstâncias nessa estação;
Estacando essa vida sem noção com acção;
Cá estamos sem estrato do ateu mas a sós;

Choramingamos de choramingo no dia outrora;
Domingo choramingo e se for a vida de riscos;
Não tombamos de terror de rabiscar nossos rabiscos;
Ah! Aí sim chuvas de lágrimas cairão da aurora;

Passa o dia pensado o que rabiscar para nossos fás;
Do outro lado estão morrendo de curiosidade;
Nossos textos e lições acham a felicidade;
Lá vamos nós decifrando o mundo o que traz;

Somos hermenêuticos dos factos sociais pós;
A cada dia que passa rabiscamos textos;
Caderno vai se metamorfoseando livro na ida dos tempos;
Lá vou eu e lá vamos nós.

Autores: João Tualufo e Franklim de Manguião
(Lá vamos nós) Maputo 05 de Julho de 2020. 

Jamais tinha visto Anjinhos

JAMAIS TINHA VISTO ANJINHOS

O mundo surpreende-me com enigmas;
Vivenciei milhares e milhares de anos;
Nesta belíssima terra presenteados;
Jamais cogitei que existem coisas lindíssimas;

Naquela manhã num robustecer do sol;
Despertei e caminhei sem desígnios;
Vi com meus próprios olhos dois anjinhos;
De encantos e encobertos da neve farol;

Anjinho aos próprios olhos jamais tinha visto;
De cores dissemelhantes até minha pele isto;
Naquela palhota que não parecia ninhos; 

Maravilhas, alegrias e decorações eles;
Enlaçados talvez na fotografia eles;
Quem viu crianças atentos já viu anjinhos.

Autor: Ce Cedilha.
Jamais tinha visto anjinhos
Ka Elisa-Maputo, 06 de Julho 2020.