Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

sábado, 22 de agosto de 2020

Coisas da nossa terra

COISAS DA NOSSA TERRA

Contar-te-ei que nossa terra “anima mbuana”
Essa terra de Nhagómbo, Totwe e Pende
Nas suas valas têm Mukadxe e Maddhowe
Ah! Há que gosta de Cabanga ou Surra

Terra de gente boa, Bons Sinais 
Terra que se locomove a pés ou Táxi Bicicleta à Zalala  
Músicas nossas são de Suraj, Constâncio e Bokly  
Também Tudor, Mr Conselho e Diokwest 

Nós gostámos jogar Mugundho, Bola e Bilós
Jogamos Mata-mata, jogamos Nharingó
Gostamos de “Txilar” e mais de “Baús”
Quem é de lá ou se abeirou um dia não vacila

Saímos a caçar Pitas nos becos dos Bairros 
Ora no Sampene, ora Sangariveira, ora Cololo 
Ora Sant`Agua, ora Samugue, ora Micajune
Hora “H” estamos com Pitas no Jardim da Vila-pita.

Autor: Franklim de Manguião
[Celebrando o dia da Cidade de Quelimane] Maputo 21 de Agosto de 2020.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Beira

NOSSA BEIRA, NOSSA HISTÓRIA

Nossa Beira, nossa cidade
Fazemos parte sua história até conturba
Que só hoje é celebrada desde 1907

Nos primórdios data a sua bela história
Das sociedades primitivas a Era imperial
Até séculos que hoje nos achamos

És tu a terra do grande Chiveve
Terra da cultura, dos Senas e Ndaus
Há quem te lembra pelo teu Porto

Somos beirenses longínquas
Também aquele que conhece teus Becos
Manga, Ponta Gêa ou Munhava.

Autor: Franklim de Manguião.
[Celebrando o dia da Cidade da Beira] Maputo 20 de Agosto de 2020.

sábado, 1 de agosto de 2020

Sempre seremos amigos

SEMPRE SEREMOS AMIGOS

O que vier a acontecer nem pouco importa
Nestas nossas e quão humildes caminhadas
Trilhamos mesmos caminhos nas caladas
Até que estejamos caducos ou nos aparta

Mesmo que entre nós mas entre nós
Tão pobre que seja um, outro bilionário
Milionário, nossa amizade tão nobre é 
Nossas diferenças sociais não importaram

Sabemos que a vida mostra nossas diferenças
Até pode mostrar nosso pobre egoísmos
Neste mundo, todos possuímos essas coisas 
Mas a mesma, mostra que uno somos 

Somos dois, cavalgando na mesma direcção
Por distância, podemos cavalgar direcções diferentes
Mas não nos preocupemos, são missões galopantes  
Pois nos reencontraremos e mesmo na imaginação

Esta vida, tão arquitectámos juntos
Nestes bairros de lata gracejamos, vivemos juntos
Jamais me esqueça amigo, jamais te esquecerei
Mesmo que sofra de amnésia teu rosto lembrarei

Autores: Salvador Zeca ft Ce Cedilha.
Seremos amigos para sempre  (Zambézia a Maputo, 1 de Agosto de 2020).

Esse dom de escutar

ESSE DOM DE ESCUTAR

Meramente nós ali no sossego a abafar
Aquilo que estómato não diz tenho que escutar
Confabulações sãs de felicidade do altar
Lindinha, tenho esse dom de escutar

Dizer que tenho dom de Lucas não é ruim
Da doutora Júlia partilhamos da mesma origem
Não estamos na novela, tal diferença advém
Ouço confabulações que eles não conseguem

Falas sãs confabulações no sossego sem hesitação
Não precisa abrir a estómato no meio da multidão
Diz-me confabulações açucaradas na audição
Meramente escuto o bem-querer do teu coração.

Autor: Ce Cedilha
Esse dom de te escutar
Katembe-07 de Junho de 2020.

Sentimos saudades

SENTIMOS SAUDADES

Sentimos saudades daqueles abraços amigáveis
Abraços estes que são aperto de mãos e colo
Acompanhados por um sorriso cintilante
Mas infelizmente as máscaras furtaram 

Sentimos saudades daquelas conversas colectivas
As mãos prendendo cervejas, sucos ou café
Gargantas ingerindo aquele paladar benéfico
E mais, das danças nos bares, clubes ao som da música

Sentimos saudades das Praias, dos Museus e Igrejas
Muito mais dos nossos docentes, colegas e chefes
Até daqueles sufocamentos no sofá, das conversas
Dos nossos companheiros no “chapa cem”

Sentimos saudades daqueles momentos airosos
Que vivemos com aqueles que partiram tão cedo
Por causa de um vírus enigmático, só memorias
Esperanças há-de reviver esses momentos um dia.

Autor: Franklim de Manguião.
Poesias de concurso 3, Julho de 2020.

Juro que fui dito

JURO QUE FUI DITO

Eu fui dito que isso tão cedo passará
Que sorrisos exibiremos e a chuva dos céus cairá
Engraxar o Mundo repleto de angústia e acredito
Que a felicidade vem lá do norte, juro que fui dito 

Eu fui dito, que irão diminutas as lágrimas
Mesmo no Irão e no Mundo todo haverá paz
Fruiremos da largueza, não social afastamento
Ficará no pretérito, tudo em ordem, juro que fui dito

Eu fui dito que esse maléfico “coronavirus”
Nem ficará e já basta lágrimas derramadas e o vírus
Ouviremos que com arma de cura foi abatido
Paulatinamente tudo estará aberto, juro que fui dito

Eu fui dito que dias cronometrados têm a pandemia
Quiçá esta semana quiçá amanhã mas que iria
Está por vir o melhor e lá se vai o padecimento
A pandemia tem dias cronometrado, juro que fui dito.

Autor: Franklim de Manguião.
Poesias de concurso 2, Julho de 2020.

Vai passar um dia

VAI PASSAR UM DIA

Mundo todo vive-se tristeza tristemente
Despertados que sono profundo foi furtado
Espavoridos cada dia parecer estar a engolir tudo
Essa pandemia mas não prosperamente 

Por mais que deterioração venha deteriorar
Por mais que veemente permanência nas caladas
Por mais que vidas humanas sejam dizimadas
“Vai passar um dia” vamos cantar e orar

Acreditemos que tudo é passageiro
Passageiro também é ela, até mas que efémero
Embora com desprazeres deslembraremos 

Estaremos a contemplar todo sucedido infelizmente
Sorrisos inundaram nossas caras até a mente
Mil abraços por segundo nós receberemos. 

Autor: Franklim de Manguião.

Poesias de concurso 1, Julho de 2020