Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

domingo, 12 de novembro de 2017

Riqueza do Pobre


Fui um humilde homem;
Desde o princípio;
Cresci eu com meus parentes;
Bom homem fui chamado;

Quando discerni;
O lado mais cruel da vida;
Perdi-me  a caminho;
De lá à não vi;

Desde o princípio qui, eis!!
Eu almejava ter idade;
Família, emprego e mais;
Alcancei à metade;

A maligna diversão;
Entra na minha vida;
Álcool,mulheres e curtição ;
Eram a minha casa e vida;
Vinte mil numa noite só-lo;
Gastava,até apelidaram-me;
De Boss,com gente vândalo;

Viatura eu comprei;
Sem rancho e casa;
Em casa,só casa de renda;
Viatura na casa vizinha eu deixava;
Desperdiçado estava, Deus meu;

Exibição e ser chamado de patrão;
Era meu gosto naquele tempo;

"Tudo o que vem, vai";
Tudo na minha vida se foi;
Família, dinheiro e diversão;
Foram, arrependimento só ficou;
Imagino e questiono-me eu agora e de longe;
Se fizesse o contrário;
Daquilo tudo, o que séria;
De mim hoje??!!!;

Riqueza do pobre
Assim é...

  Franklim de Manguião (riqueza do pobre) Mocuba

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