Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

quarta-feira, 25 de abril de 2018

1º de Maio

Sou vigilante

Sou vigilante solidário;
De farda estou trabalhando
Da core completamente fardado;
De olhos abertos num canto;

Estou no meu posto de serviço;
Olvido tudo é a hora do serviço;
No centurião algema na mão arma;
Estou velando tudo eu;

Meio dia trabalho até noite;
Calor e frio são inexistente;
Vinte quatro horas;
Prontamente estou resposta armada;

Vejo o fim e nascer do dia;
Cantar do muenhe eu no meu canto;
Eu de pé na minha estadia;
Faço do meu trabalho meu sustento;

Sou vigilante;
Vigilante com orgulho.

Autor Franklim de Manguião
          1 de maio - Mocuba

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