Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Óh mas o que é isso?

ÓH MAS O QUE É ISSO?!

Ah! Que linda és tu moça;
Dizem que moça linda não almoça;
Contigo  isso não cola, da forma que és;
És linda de mais, caíu aos seus pés;

És um crime que me incrimina;
Hoje tenho que confessar menina;
Desde que me pariram não via antes;
Essa tu beleza e qualidades;

Opha! Assim também não dá!  cá;
Moça és de onde? Cá, mesmo de cá;
Beleza tua aparenta não ser de cá;
Sua forma aparenta não ser de cá;

Se me dizesse que és estrangeira;
Sem dúvidar iria acreditar;
Se me fizesse que és um anjo;
Sem duvidar iria acreditar;

Sabe porquê?
Parece-me que és uma estrangeira;
Perdida aqui ou um anjo na fileira;
Que caiu do céu à esta terra, êê!

Estou cá contemplando-te;
Se fosse mineral diría Esmeralda;
A pedra mais preciosa, óh Esmeralda;
Contemplando já. És interessante.

Autor: Franklim de Manguião
[ Beijar do africano ]
Maputo-23/10/2019.

Amo-te como tu és!

AMO-TE COMO TU ÉS

Amo-te como tu és senhorita;
Estou cá fuçando mil alengas;
Versos e rimas para te recitar;
Que é contigo que empacar quero;

Óh! Filha de tia Rosa, tu Isabela;
Isabela, tu me enche de regozijos;
Se te dizer que não viverei sem te;
Não cogite dividar, estarei certo;

Podem falar átoa de nós, mas;
Não é pela riqueza dos teus pais;
Nem minha riqueza mas por amor;

Pairrei mil anos fuçando-te;
Achei-te, amo sua forma de ser;
Porque amo-te como tu és.

Autor: Franklim de Manguião
[Beijar do africano]
23/10/2019 Maputo

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

E aí.

E AÍ

Aflijo-me hoje de forma inlimitável;
Nessa angústia somente de pensar;
Francamente dá-me um desejar;
Em desistir dessa luta insuportável;

As vezes aparece uma voz pequena;
Do nada, suavemente ausculto dizendo:
Meu jovem continue lutando;
Um dia verá que valeu a pena;

Páro interrogo-me, mas assim porquê?
Aih de mim, mas será mas será?
Coitado de mim jovem, mas será?
Que tanta angústia,mas assim porquê?

Pernoito todos dias da semana;
Fazendo trabalhos e lendo de olho;
Deixei meu bom cobertor e cama, óh mana!
Estou cá durmindo no soalho;

Venho de zonas longínquas, lá no Norte;
Deixei família, bastante comida, amigos;
Tudo de bom, até também mimos;
Estou cá vivendo francamente sem sorte;

Que estou a perder sinto-me;
Os shows, clubes, pitas, biras;
Com meus amigos não há vagueadas;
Porque já os estudos sucumbem-me;

Óh Deus! Sem jeito fico assim, mas um dia;
Minhas lágrimas enxugarei com meu certificado;
Dormirei acima do meu diploma bem caducado;
Com a minha bata olvirei tudo um dia;

E aí... e aí contarei história a eles.

Autor: Franklim de Manguião
Enxugarei minhas lágrimas com meu certificado
Compilador do titulo João Tualufo (Mpt 02/10)

E se Samora vivesse...?