Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

E aí.

E AÍ

Aflijo-me hoje de forma inlimitável;
Nessa angústia somente de pensar;
Francamente dá-me um desejar;
Em desistir dessa luta insuportável;

As vezes aparece uma voz pequena;
Do nada, suavemente ausculto dizendo:
Meu jovem continue lutando;
Um dia verá que valeu a pena;

Páro interrogo-me, mas assim porquê?
Aih de mim, mas será mas será?
Coitado de mim jovem, mas será?
Que tanta angústia,mas assim porquê?

Pernoito todos dias da semana;
Fazendo trabalhos e lendo de olho;
Deixei meu bom cobertor e cama, óh mana!
Estou cá durmindo no soalho;

Venho de zonas longínquas, lá no Norte;
Deixei família, bastante comida, amigos;
Tudo de bom, até também mimos;
Estou cá vivendo francamente sem sorte;

Que estou a perder sinto-me;
Os shows, clubes, pitas, biras;
Com meus amigos não há vagueadas;
Porque já os estudos sucumbem-me;

Óh Deus! Sem jeito fico assim, mas um dia;
Minhas lágrimas enxugarei com meu certificado;
Dormirei acima do meu diploma bem caducado;
Com a minha bata olvirei tudo um dia;

E aí... e aí contarei história a eles.

Autor: Franklim de Manguião
Enxugarei minhas lágrimas com meu certificado
Compilador do titulo João Tualufo (Mpt 02/10)

E se Samora vivesse...?

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