NAMARRÓI
Óh! mãe que foi tanto esquecida;
Olvidou-se de tudo que possui;
Até mesmo do teu próprio nome;
Já não ouço dizer nas mídias;
Ouço dizer mãe;
Que és uma terra inexistente;
Não possuis bons valores;
Eles são tanto mitomaníacos;
Dizem namarrói estás em desusos;
Não têns escritores ou músicos;
Não têns empresários ou estudiosos;
E nem muito mais não têns mendigos;
Mãe, porquê tanta desdenho;
O que fizeste tão errónea mãe;
Alguns teus filhos a desdenham;
Mas porquê está acção?
Visitas para ti são esporádicas;
Dificilmente vestes madam-te;
Litros de água de pelomenos por mês;
Auxílio carecem nos problemas deles;
Seus filhos mãe, alienaram-te a sóis;
Tua dignidade, tua identidade e tudo;
Se for para levar teu nome a diáspora;
Levarei e sou fiel. Óh mãe! NAMARRÓI.
Autor: Franklim de Manguião
[ as minhas confissões (+)]
Maputo 02/11/2019
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