Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Deixei ser poeta

DEIXEI DE SER POETA DE AMOR

Uma das coisas que almejei na vida és tu;
Palavras se foram a inspiração se foi;
Este é o último poema de amor, hoje;
Deixei ser aquele estonteante poeta;

Deixei de ser poeta de amor, sem dor;
Inspirava-me somente tu essa mente;
O amor que tanto senti falta concretização;
Fui dado o dom de ser somente teu poeta;

Óh amor, se bater saudades dos poemas;
Leia as belas de Camões ou Craveirinha;
Ou aquele livrete que  te dei de presente;
Cogite a declamação que te fiz na Lua;

Hoje fechei os livretes e parti esferográficas;
Mil dedicatórias que compôs, nada sobrou;
Matéria-prima minha tu eras somente;
Terminou a história do poeta de amor.

Autor: Ce Cedilha
Último poema de amor, Quelimane
01/02/2020

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