Desinfectamos as mãos e não as saudades
É doloroso isso que o mundo está a passar;
Queremos cumprir as medidas de emergência;
Em nós o amor transporta muita carência;
Preocupa-nos saber quando é que irá findar;
Sessentena domiciliária com prolação, que dor;
Apenas desinfectamos as inocentes mãos mas;
Não desinfetamos as saudades muito mais;
Amamos a vida também amomos o amor;
Há distância incalculável na essência da ciência;
Do nosso sucumbiram todos apegos e desejos;
Por causa deste invisível e maldito corona vírus;
Neste mundo, difícil é viver tanto de distância;
Não saber até quando isso passará agoniza;
Mas sabemos que essas saudades machucam;
Dormimos, despertamos quando galos tagarelam;
Com imortais saudades que a consciência pesa.
Autor: Ce Cedilha.
Esse corona vírus- Katembe 24 de Maio de 2020.
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