Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

terça-feira, 26 de maio de 2020

Corona vírus

Desinfectamos as mãos e não as saudades

É doloroso isso que o mundo está a passar;
Queremos cumprir as medidas de emergência;
Em nós o amor transporta muita carência;
Preocupa-nos saber quando é que irá findar;

Sessentena domiciliária com prolação, que dor;
Apenas desinfectamos as inocentes mãos mas;
Não desinfetamos as saudades muito mais;
Amamos a vida também amomos o amor;

Há distância incalculável na essência da ciência;
Do nosso sucumbiram todos apegos e desejos;
Por causa deste invisível e maldito corona vírus;
Neste mundo, difícil é viver tanto de distância;

Não saber até quando isso passará agoniza;
Mas sabemos que essas saudades machucam;
Dormimos, despertamos quando galos tagarelam;
Com imortais saudades que a consciência pesa.

Autor: Ce Cedilha.
Esse corona vírus- Katembe 24 de Maio de 2020.

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