EGOÍSMO MORAL EM ARTHUR SCHOPENHAUER
Há sempre pessoas que pensam que a virtude – fazer o bem - é algo que se aprende numa instituição de ensino, e que deve-se ensinar as crianças a serem virtuosos, mas se formos a fazer uma análise crítica podemos chegar a conclusão que essas pessoas podem estar enganadas. Na verdade, ninguém ensina alguém a ser virtuoso, a virtude é algo estéril, ou seja algo que não se ensina, como afirma Schopenhaeur que "esperar que os nossos sistemas de moral e as nossas éticas possam tornar os homens virtuosos, nobres e santos, é tão insensato como imaginar que os nossos tratados sobre estética possam produzir poetas, escultores, pintores e músicos" (SCHOPENHAUER, 20--?: 41). Entretanto, ser ou fazer algo virtuoso é coisa espontânea que vem no interior da pessoa, até um certo ponto as nossas acções fundamentam as nossas escolhas.
O egoísmo sendo uma teoria da ética (normativa), defende que o indivíduo age ou pratica as suas acções em benefício de si próprio ignorando de certa forma os benefícios de outrem. Arthur Schopernheur entende que "o egoísmo é uma maneira que o homem quer o seu próprio bem (não tem limite)"(idem), com isso nos remete afirmar que por natureza o ser humano é um ser egoísta, já que cada um deseja ou almeja o seu bem que por certo ponto pode ser a felicidade. Adicionalmente, ele – como entende nosso autor – é que nem uma mascara que serve para esconder uma parte da nossa timidez. Quando pedimos algo a alguém – como exemplifica o nosso autor – sempre a nossa primeira intenção é entender se a tal coisa da pessoa pode nos servir, se não pode nos servir então não tem nenhuma utilidade e daí acabamos descartando. Até, isso também acontecem quando pedimos um conselho a alguém, acabamos perdendo a confiança se pensarmos a intenção que ele tem connosco ao nos dar a sua opinião (que é de tirar um proveito de nós), por isso a sua opinião não reflectimos ou analisamos com base na razão mas sim com base as intenções.
No entanto, a felicidade absoluta é chave fundamental que motiva o indivíduo a ser egoísta. Assim considera: “tudo para mim, nada para outros” (cfr. Idem: 42). Ele procura se desenvolver, considera-se o centro do mundo – é que nem um imperador ou um deus - abomina tudo que tenta lhe dificultar e, até e capaz de envidar esforços para que de modo nenhuma coisa não danifique este todo procedimento.
Autor: Franklim de Manguião
Fonte:
SCHOPENHAUER, Arthur. (20--?). Dores do mundo. Brasil, Ouro.