DÓI MINHA PALMA
Feriram-na na calada da noite
Inesperadamente a gente no relaxamento
(Des) conhecidos alvejaram propositadamente
Feriram-na e goteja a seiva do outro lado
Ah! De te minha Palma tenho tristeza mas
De tristeza já não choro por não ter lágrimas
De socorro cansei de clamar em vão no vácuo
Gigantesca é a dor que sinto desta palma da mão
Dói-me a Palma que sustenta, de aconchego
Refugiamo-nos nesta mata mas a fome mata
Tombam petizes de tristeza que já não encanta
E pingos sanguinários caem por desaconchego.
Autor: CAPURRA
[Doi-me a Palma in Abril é dedicado a Cabo Delgado]
Maputo-2021.
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