Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

terça-feira, 13 de abril de 2021

Dói minha Palma

DÓI MINHA PALMA

Feriram-na na calada da noite
Inesperadamente a gente no relaxamento
(Des) conhecidos alvejaram propositadamente
Feriram-na e goteja a seiva do outro lado

Ah! De te minha Palma tenho tristeza mas 
De tristeza já não choro por não ter lágrimas
De socorro cansei de clamar em vão no vácuo
Gigantesca é a dor que sinto desta palma da mão

Dói-me a Palma que sustenta, de aconchego 
Refugiamo-nos nesta mata mas a fome mata
Tombam petizes de tristeza que já não encanta
E pingos sanguinários caem por desaconchego.   

Autor: CAPURRA 
[Doi-me a Palma in Abril é dedicado a Cabo Delgado]
Maputo-2021.

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