Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

PERDOE-OS

PERDOE-NOS, OH PAI

Oh pai das indústrias alcoólicas
Perdoe-nos das nossas vicissitudes desta vida
Tão frágeis e paupérrimos são os nossos corações
Somos irresistíveis a esses sabores espumadas

Oh pai das indústrias alcoólicas
Sabemos muito bem dos códigos de hamurambi
Àquelas decretadas nas garrafas que só dezoito
Mas tão bom é a Savana, 2M, a Mânica e o Lord Gin

Ignoramo-las pois não resistimos espumas no copo
Bebemo-las para amainar as tristezas e achar a paz
Também por imitação ou procuramos a diversão
Mas perdoe-nos, Oh pai das indústrias alcoólicas.

Autor: Franklim de Manguião
(Não vender bebidas alcoólicas aos menores de 18 anos)
Maputo, aos 24 de Dezembro de 2021.

A CONFISSÃO

A CONFISSÃO 

Errei sim errei, confesso; 
Fiz coisas nesta terra infazíveis;
Labiritei num labirinto dos infalíveis; 
No vácuo deixei a cabeça do caraças ao acaso.

Errei sim errei, confesso; 
Fiz lacrimejar lágrimas dos "kotas";
Por ocultar verdades cruas todas;
Deixei de ser bozinho, confiado, exemplo e criei alta tensão em excesso.

Nem penso em me suicidar, mano;
Nem abandonar a minha família divina;
Então sou humano se errar é humano.

E rogo a Deus que meus dias acrescem;
Para que possa pagar cá na terra salina;
Cada erro por mim cometido e sentem.

Autor: Ce Cedilha.
A Confissão in textos do calabouço.
(Maduvula-II, VIII, Set.2024)