Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

A CONFISSÃO

A CONFISSÃO 

Errei sim errei, confesso; 
Fiz coisas nesta terra infazíveis;
Labiritei num labirinto dos infalíveis; 
No vácuo deixei a cabeça do caraças ao acaso.

Errei sim errei, confesso; 
Fiz lacrimejar lágrimas dos "kotas";
Por ocultar verdades cruas todas;
Deixei de ser bozinho, confiado, exemplo e criei alta tensão em excesso.

Nem penso em me suicidar, mano;
Nem abandonar a minha família divina;
Então sou humano se errar é humano.

E rogo a Deus que meus dias acrescem;
Para que possa pagar cá na terra salina;
Cada erro por mim cometido e sentem.

Autor: Ce Cedilha.
A Confissão in textos do calabouço.
(Maduvula-II, VIII, Set.2024)

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