Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Grito de um proletário

           Grito de um proletário

                Sou ser humano;
Tenho sangue, coração como vós;
       Tenho sentimentos como vós;
          E não só um desumano;

Por quê tanto escravidão, desprezo;
Trabalhar muito e sem descanso;
Se a escravatura foi já invalidada;
             No século vinte?!;

        Tenho visto tudo chefe!!

Num ambiente de gente causas;
Tanta discriminação humilhação;
      Faço tudo ao vosso querer;
Mas vós insatisfeito fica, incorrecto estar não;
Até atribui-me nomes pavorosos que usas;
Vós seja perito boa gente a mim não;

       Não existe sol e nem chuva;
       Não existe calor e nem frio;
         Sempre  trabalho e diz ;
    Que vossos bolsos fiquem cheio;
                     Para mim!;

           Porquê chefe meu???!!!!

     Chefe, ainda tem olvidado  que;
               Ocupando o trono;
             Antes foi com a mim;
                 Amanhã serei eu;
                E vós irá descer;

    Valorize-me sou como teu irmão;
                Da-me liberdade;
         Trabalhar sem maldade;
      Trabalhar e ganhar meu pão.

     Autor: Franklim de Manguião
     "Chefe Zé Kurubo " Mocuba
Direitos do autor lei nº 04/2001
            13/04/2018