Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

sábado, 22 de dezembro de 2018

Caminho inédito

CAMINHO INÉDITO

Não sei onde vou com esse caminho;
Tudo que sei é da minha partida;
Estou num caminho inédito, nessa ida;
Deus, só é que sabe do meu destino;

Caminho com tantos obstáculos a mim;
Nessa vida, tudo me atinge e me assusto;
Continou firme, não sei lá se desisto;
Todos dias equívoco-me:SERÁ QUE É ASSIM?

Tenho que continuar lutando mais;
Por que sei que não sou um filho de Rico;
Que tudo encontra numa bandeja, Chico;
Que tudo está a favor dele, faz e desfaz;

Eu, Sou filho de um pobre;
Onde tudo para mim é difícil, pobre;
E que para conseguir um pouco da vida;
Tenho que sofrer, assoar e usar cinta;

Ufa!  Que desgraça minha?!

Autor: Franklim de Manguião
[ Expansão Bantu e seus caos]
Meu penúltimo poema
Mocuba- 20/12/2018

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Mulher como carregador

MULHER COMO CARREGADOR

É mulher que anda por aí vagueando;
É aquela que anda na rua com olhos expostas;
É aquela que não tem plano ou sem serviço;
É aquela que acorda e fica a espera do tempo;

Dizem que espera a hora chegar;
Bar, clube, lazer é o que tando almeja;
Oh Deus!  Escola ou igreja não existem;
Para ela todos dias são iguais;

Mulher carregador é assim;
Cheio de maquiagem ou beleza artificial;
No telefone, contactos cheio de amigos;
Colegas ou manos, é como grava os contactos;

Cheio de compromissos e não perde choque;
Cheio de tomadas, se falha cá, lá certo dá;
Cheio de vai-e-vem e voltas esse circuito;
Pernoita conectada e carregando;

Mulher bonita e maravilhosa;
Mas pensamento irracional;
Postura coisas curtas e translúcidas;
É como my love (carro) qualquer um galga.

Autor: Franklim de Manguião
Até quando] penúltimo poema meu
14/12/2018-Mocuba

sábado, 15 de dezembro de 2018

Balada na chuva do verão

BALADA NA CHUVA DO VERÃO

Depois de tando solar do sol que sente
A chuva principia cair em segundos
Ela traz orvalho e frío os pingos
Já é frío no geral, não há quente

O agasalho já não dá ao corpo o que carece
Vou ao quarto deito-me, o cobertor me abraça
chega pouco, falta tu me cobrir com tua asa
A lembrança deixa-me a pensar de você

No fundo ouço as lindas faixas de Leonardo
Com titulo chuva de verão,
Foi só uma chuva de verão...
Meu amor se eu fosse você... eu viria te socorrer

Os cobertores e objectos do meu quardo
Cantavam o coro e aplaudiam para mim
De saudedes, ofusquei-me naquele evento
A chuva foi retardando e as musicas também

Agora (...)
Mas tudo acabou e coração dizia cade você

Autor: Franklim de Manguião
Baladas]  penúltimo poema meu
14/12/2018

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Chamara-me primeira sorte

CHAMARAM-ME DE PRIMEIRA SORTE

Na união dos meus pais;
Eu nasce como primeiro nós entre;
Naquele sangue, sêmen e ventre;
Meu pai e amada mãe que me quis;

Sou filho aprediz deles com orgulho;
Comigo, a vida deles deu lição a mente;
Que ter filho é semear uma semente;
Nessa terra e amanhã colher de olho;

A eles sou a primeira semente;
Que plantado na terra e germinou;
Cresce com o regar paulatinamente;

A eles sou a primeira sorte;
Chamaram-me nossa primeira sorte;
Da casa, orgulho-me dessa sorte.

Autor: Franklim de Manguião
Caíu para mim essa benção in sonetos
Mocuba 06/12/2018

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Violência doméstica

Eu equivocada

Lacrimejo só de recordar;
Recordo como nos conhecemos e a amar;
Eu cá você alí, cruzaram-se os olhares duas;
Recordo das expressões, conversas tuas;

Momentos lindos que vivemos;
Os dias que escapuli de lá para cá;
Planos, casa, filhos de casamento;
Recordo até falácia do juramento;

Tudo estava maravilhoso mas hoje?!

Nossas conversas já são insultos, cavas;
Aquela comida que preparva e tu devoravas;
Já diz não sabe cozinhar e que não dá;
Tem aroma horrível, está carbonizada;

Eu equivocada!

Ainda esquece que eu era àquela;
Pessoa que tu dizia: My number one;
Ainda esquece que sou mãe de teus filhos;
Agora, só são tapa caras todas refeições;

Ainda esquece que a noite que sou teu e tudo;
Sou a pessoa que te cuida e faz tudo;
Agora me castiga tando assim;
Já não aguento muito mais coração assim;

Lacrimejo e sofro na mente;
Nossos familiares momentaneamente;
reúnem-se para nos julgar, na hora;
E até peço para ir embora;

Mas tu diz não, és meu coração;
Fico e sem tardar continuas em acção;
Com actos macabros, já esgota;
Essa violência que caí a gota.

Autor: Franklim de Manguião
Violência doméstica - Mocuba
11/09/2018