Meu tempo!
Minha avó, disse neto óh neto;
Nasceste num bom tempo;
Tempo das coisas sufisticadas;
Ela sempre repetidamente diz isso;
Neto, tu és da tempo de ouro;
Tempo que não se viaja a pé;
Tempo que não se escreve na folha;
Tempo de tudo quanto existe é artificial;
Disse a ela que vovó estou bastante;
E bastantimente arrependido;
Por ser deste maldito tempo;
A era mais pior da humanidade;
Tempo de produtos artificiais consumimos;
Tempo que a humanidade está sem rumo;
Tempo que estudar sem valor, não tem valor;
Tempo da pirataria e violência e falsas epidemias;
Tempo de roupa curta;
Tempo que minhas primas andas nuas;
Tempo que muitas delas passam;
Maior tempo fora de casa;
Dizem estão a curtir, puxa!
Estou muito arrependido;
Queria que fosse do teu tempo;
Este sim foi bom tempo;
Eu sempre dizia isso, ela olhando para mim.
Autor: Ce Cedilha.
Os tempos modernos e de desgostos
Maputo (21/08/2019- Quelimane)
Nenhum comentário:
Postar um comentário