Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

domingo, 26 de abril de 2020

Texto 6

O CAMINHO DA ESCOLA

Naquele tempo que nós estudavamos, havia um caminho que era princípal dentre os caminhos que nós tinhamos que nos levavam a escola todos os dias laborais da semana. Cada caminho tinha suas próprias características peculiares. Havia um que tinha uma bela e linda mata e no fim um riacho, nós dissiamos ″opontini ya kale”, outro dissiamos " opontini etxa" era do tipo baulamento, a 2km uma ponte feita de betão e por cima tabuas e paus gossos, era este que passando do nosso povoado dá acesso a vila do nosso distrito. 

O que nos faz lembrar do caminho ″opontini ya kale” era simples, curto e com casas aproximadas a beira do caminho. Quando sábiamos que amanhã era sengunda-feira e dia da escola, ficavamos todos muito lisonjeados,  prepravamos tudo que servia para levar à escola como sendo materias escolares e muito lanje que este era constituida por muitas frutas e mais como bananas, pera abacate, cana-doces, amendoim, banana, mandioca, laranjas, feijões cozidas e mais.

Logo ao amanhecer as nossas mães preprava tudo para nós e cada um saía da sua casa sozinho mas quando chega ao caminho já eramos dois, e três e assim a fila crescia. Caminhavamos percorendo o caminho do atalho e quando chegavamos naquela mata todos nós entravamos nela e cada um procurava seu esconderijo e escondia seu lanje para o regresso. Depois disto, saíamos ao riacho tomavamos banho todos, as moças levavam sabãos e pomadas de corpo e partilhavamos juntos na forma de dá ela, dá ele e juntos saíamos catitos e cheirosos a escola. Somente agora tomo a consciência e penso que a preocupação das mulheres com suas belezas começa  desde criancice.

Bem que chegassemos a escola, entrevamos na aula e estudavamos. No tempo de largar, aquele que fosse primeiro espreva os outros largar e saíamos em grupamento de regresso para casa. Quando atravessavamos o riacho, chegavamos a nossa mata ou seleiro e cada um ia buscar seu lanje, sentavamos por de baixo de uma árvore e partilhavamos nosso lanje mesmo com aquele que não possuia, porque sabiamos que amanhã seriamos nós, como nossos antepassados diziam ″wona olelo omelo ti ya mukó,” depois tomavamos o caminho para casa. No momento que caminhavamos a cada instânte nos dispediamos, a fila reduzia porque cada um chegava na sua casa e dia seguinte faziamos o mesmo.

Autor: Franklim de Manguião.
As minha lembranças da  infancia naquela escola de Madia- Namarrói.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Chorou para mim.

CHOROU PARA MIM!

Fiquei tão apoquentado das lágrimas;
Que vi cair nos teus olhos do rosto, bem;
Eu também chorei com coração mas;
No silêncio do tipo choro de homem;

Não sei, mas este choro me adverteu;
Deste estonteante choro sou causador;
Foram por justa causa, coração percebeu;
Arrependo-me por ter te causado essa dor;

Desde que nasci nunca vi mulher chorar;
Hiperbolicamente digo, lágrimas de amar;
Tão invulgar e vejo crianças chorando sim;

Ver mulher como você chorar é anormal;
Não farei desculpa! Mas saí na capa do jornal;
A primeira mulher que chorou por mim.

Autor: CE Cedilha.
Chorou por mim? Katembe 20 de Abril de 2020.

sábado, 18 de abril de 2020

Texto 5

JÁ NÃO SOU O MESMO E NÃO SOMOS OS MESMOS  

Quando nasci e até ontem vivia a vida pensando que tudo é habitual, e estou convicto que há pessoas que também cogitam assim mas não constitui ao facto. O que fui quando nasci já não era na adoscência e nem sou hoje, mudei o tamanho, mudei a estrutura corporal, mudei a cor, e os que me viram há 15 anos admiram. Os dias fazem gerar essas mudanças como dizia Heráclito: ″panta rei″, isso constitui ao facto, há um certo ápice corroboramos.

″Mudam-se os tempos [...] o mundo é composto de mudanças″ assim clamava um dos grandes poetas da história - Camões- e na mesma linha clamamos que as coisas mudam, então a vida muda. O que mais me adiverteu foi aquela conversa que tive com um amigo da infância no ″facebook″ naquela noite. Ele e o irmão mais velho passam 10 anos que não nos avistámos, infelizmente os pais partiram logo ao amanhecer e ficaram só, tudo aparentava ter acabado mas não e rumaram a Nampula procurando melhores condições de vida.

Naquela noite por considência  pediu-me amizade, aceitei e de lá para cá começou a conversa, espantava-me saber como é que eles estavam até então. Ele foi contando factos desolados, graciosas e sorriamos com ″Stickers″. ″A vida muda mano″, esta é a máxima que me disse prazenteiro e mostrando-me fotos do irmão mais velho, a cunhada, o sobrinho e a namorada por sinal tudo aparentava estar bem, logo que perguntei: quando é que voltariam a zona? Fazer o quê, se não há nada lá- foi a resposta dele colocando no fim um ″Stickers″ sorridente.   

"A vida muda mano" e se é assim como posso mudar a minha miseravel que carrego? Dormi cogitando nesta frase. No entanto, muitos podem ser os factores que condicionam está mudança, exemplificando: uma parte dever-se a oportunidades que nós temos na vida e a outra é porque muitos jovens se apegam aos pais sem querer se distanciar. 

Continuemos ficando em casa nos prevenindo do coronavirus...

Autor: Franklim de Manguião.
Uma reflexão da frase já não sou o mesmo18 de Abril de 2020.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Tu és a cura

                                    TU ÉS A CURA

                         Óh moça, verdadeira pureza, jura;

                              Mulher estonteante e pura;

                 Analogicamente, és a água que bate e fura;

                                             Tu és a cura;

                                           Amada Laura!

         Nesta amaravilha, vida minha raliza maravilha, pura;

                         Este meu coração tu contenta, pura;

                Neste mundo, tu fazes parte da minha e jura;

                         Enfermidades que tenho tu cura;

                        Juro que até minha cabeça dura;

                                    Esse amor loucura.

                                     Autor: Ce Cedilha
                                Tu és a cura { Maputo}.
                                  16 de Abril de 2020

terça-feira, 7 de abril de 2020

7 de Abril.

FELIZ 7 DE ABRIL

Hoje, esse dia que data;
Nada de escapulir todas reflexões;
Vitórias e dos esforços entabulados;
As cincas que da vossa parte persistem;

Esse dia que se celebra, que reflictam;
Dos 47 anos de hoje e que lá se vão;
Dos fenómenos que vós são vítimas;
Abusos sexuais e da violência doméstica;

Feliz este dia para vós;
Vós que sóis mãe dessa pátria amada;
Vós que ornamentam com lindíssimas belezas;
Vós que desempenham incumbência de "vice";

Ser feliz hoje não seja sinónimo de sair de casa;
Óh Desus! Esta pandemia de Corona vírus;
Mas  persistem prélios, espera-vos súpero;
Feliz vós mulheres, Feliz 7 de Abril.

Autor: Ce Cedilha
O dia 7 de Abril de 2020- Maputo

domingo, 5 de abril de 2020

Essa dor

ESSA DOR PASSA

Angustiados vivemos num momento;
Essa dor que nos causa agonia invisível;
Amar sem cogitar tem sido o delito;
Não é bobagem, destino incompreensível;

Cedemo-nos ao amor por alguém;
Sem compreender que este causará dor má;
Tão leve tem sido este belíssimo hematoma;
Mas dói e até pode sempre persistir bem;

Mas veementemente e sem precaver;
Lacrimejamos, passa e lembramos bem;
Que não se perde por dar amor a alguém;
Mas por não saber como o receber;

Causa uma grande ferida esse hematoma;
O amor é ferida que com tempo cicatriza;
Dói e sentimos mas devagar e com calma;
Mais uma vez amamos e essa dor passa.

Autor: Ce Cedilha
(Essa dor) Maputo 05 de Abril de 2020

Sorte minha

SORTE MINHA

Sorte minha te amar e tu me amar;
A felicidade não me falta assim me sinto;
Merecemo-nos tanto assim e já não minto;
Esse amor vai mais além do altar;

Sorte minha por te ter minha querida;
Minha luz luzente na escuridão;
Por te contemplar me inspira, então;
Tudo de ti me apetece minha linda;

Sorte minha me apaixonar, arrepender-se ainda;
Não me arrependo desse amor que alimenta;
Grato dos teus atributos que me apelida, dor;

Sorte minha te querer e mais carece;
Há amores de provento mas não se trata de interesse;
Várias vezes comprovei, só por amor.

Autor: Ce Cedilha.
Sorte minha in sonetos- Katembe (06 de Julho 2020).

sábado, 4 de abril de 2020

Texto

O PRIMEIRO DESÁFIO DOS NHUSSYS

O mundo está num momento crítico, em todas partes há casos, há lamentações hora guerras dos Al Shabab ou Jhadistas, hora fome, hora expeculção dos preços, e mais aparece a terribelíssima pandemia, prefiro a chamar de doença do momento, talvez seja melhor assim. O tempo não perdoa como diz Bezegol, lá nós vamos nas emporrões e sem a minína ideia de onde nós vamos.

Bem haja Senhores Nhussys, reconhecemos que fazem de tudo para verem este País do Índico indo avante. No entento, Senhor têm muitos desáfios nas vossas magmas mãos, mas aqui falaremos de dois desáfios que são pertinentes neste momento: o primeiro é sobre Cabo Delgado e o segundo é sobre a doença do momento. A doença do memento é tão assustadora e terrível que abala o mundo todo e até é colocada como sendo o primeiro desáfio a nível mundial, e vocês também assim o fizeram colocando em primeiro.

Quais sãos os metódos usados a ponto de colocar a doença do memento como o primeiro desáfio e do Cabo Delgado como segundo? Será que é o famoso metódo Cartesiano, ou seja, de mais simples ao complexo ou vice-sersa?

A doença do momento deve ser o segundo desáfio, o primeiro nosso desáfio senhores é sobre os ataques que vem acontecendo em Cabo Delgado desde ultimos mêses de 2017. Lembremo-nos que nos mêses que tomaram posses a Paz territórial era o Prato mais delísioso. Ademais, no dia 23 deste mês ( segunda-feira), ouvimos que os insurgentes atacaram alguma zona de Cabo delgado, ou seja, Mocímboa da Praia e mais um dia atacaram Quissanga,  matanto população insoladas e indefesas destes lugares, fazendo estrago e o representante máximo da Polícia disse que estámos a trabalhar e há nossas forças lá para repor a Ordem.

Sabemos que está-se trabalhar nessa situação, mas queremos mais esforços e que coloque fim esses ataques. Haaaaa! Estámos super lotados... Senhores dividam-se Cabo Delgado também é Moçambique, QUEREMOS PAZ COMO OS SENHORES NHUSSYS DIZEM.

Agora já passam 5 minutos tenho que ir lavar as mãos até logo...

Autor: Ce Cedilha
(O primeiro desafio dos Nhussys)-Maputo, 29 de Março de 2020.

Texto

O CÃO QUE FALOU UM DIA

Havia naquela zona um casal com uma filha chamada Carla, era um casal feliz, trabalhador e caçador, a filha era uma moça, curiosa, comilona e ladra. Na casa deste casal havia um Cão chamado Milo, Milo era um Cão corajoso, educado e grande guarda de casa, todos dias de Deus, Milo ficava vigiando a casa dia e noite. 

Os pais da moça como eram camponeses e caçadores, sempre que iam a machamba por sorte traziam uma animal e produtos para consumo familiar. Sempre que a mãe preparava a refeição deixava pouca parte da carne para servir para outra refeição da noite. Quando a mãe guardava, a filha esperava eles se ausentarem e ela pegava na Panela e tirava alguns pedaços e comia. Quando os pais voltavam para casa, a mãe ficava espantada e questionava.

-Oh! Carla quem comeu carne que estava na panela?
-Não sou eu mãe deve ser o Milo, esse Cão faz-se de esperto e eu não gosto dele assim vamos ficar sem jantar, a Cala respondeu. O Milo estando de perto escutava a as palavras ofensivas dela e sentia-se mal, sendo um animal que não tinha como dizer não era ele, não tinha nada o que dizer. A mãe pegava no pau e batia o Milo, um inocente.

Num belo dia os pais da Carla foram a caça e por sinal calhou um dia de sorte, conseguiram apanhar um bom animal para o consumo familiar. Quando chegaram em casa, a mãe preparou a carne daquele animal, fez a divisão habitual e depois de almoço a mãe pega na penela restante da carne vai guardar no armário e depois os pais saíram para dar voltas. A Carla e o Milo ficaram em casa, ela abre no armário pega na panela e come alguns pedaços. Quando os pais da Carla voltam do passeio já era tarde e a mãe estava a confiar na carne que havia restado. Ao abrir a panela viu que havia uma grande falta. A mãe por costume e bem chateada pergunta a filha:

-Mas Carla quem é esse que come carne na panela que sempre guardamos?

-Não sou eu mãe deve ser Milo, mas esse Cão também, a Carla com mesma a justificação responde.
A mãe da Carla frustrada pega na pá para bater no Cão. Os animais não falam mas O Milo cansado com a injustiça de dela, confessou tudo que via, disse o seguinte:
- Tu come, tu come e depois diz que é Cão, tu come, tu come e depois diz que é Cão, meu coração fica frustrado, meu coração fica frustrado.

A mãe ficou espantada ao ouvir aquelas palavras de Milo pensou que era feitiço, baixou a pá e enquanto a Carla não tinha nada por falar, as chapadas já eram com ela. Desde daquele dia a Carla nunca mais comeu qualquer Caril guardado e com Milo formaram uma grande amizade.

Autor: Franklim de Manguião: Os contos da minha infância (dia 29 de Dezembro de 2019).

Texto

ESTRANGEIRO DO PRÓPRIO PAÍS

Naquele dia era quinze horas da sexta-feira que sai para casa do meu primo visitá-lo. Fiquei preso naquele chapa a expectar de ficar lotado para podermos partir, as pessoas chegavam um por um até o Chapa ficou lotado. Naquele chapa havia muitas pessoas e por sinal a maioria eram mulheres. Permanecemos aproximadamente uma hora até o chapar partir.

Quando o Chapa começou a marcha, nós todos já estávamos colados nos sofás, naquelas janelas grandes, eu contemplava as paisagens que aquele da cidade possui, no fitar de um recém-chegado, tais como os prédios, estradas, as árvores, os carros, as pessoas que faziam vaivém e o grande vão de África apelidado Maputo-Katembe.

Num Chapa colectivo a viagem tem sido agradável quando as pessoas conversam e um som baixo, lá nós íamos. Entretanto, as conversas não paravam nas bocas daqueles daquelas, falavam Changana ou Ronga até agora não sei, só sei que era uma língua do sul do nosso paiss, diziam palavras como: Awe! Inakamuno! Aucheli! Lipelile! Ama paisagem shonguile! U choche, Kanimambo, U famba etc e outras frases esguias e rápidas que nem conseguia ouvir mesmo sem perceber.

Todas pessoas ostentavam dentes brilhantes ao sorrirem até pareciam que falavam mal de mim, mas achei que não, e que falavam coisas doces, porque quase todos do chapa sorriam mas eu era o único que não sorria, outras olhavam para e no interior deles se questionavam o porquê me mantinha calado e não sorria.

O Chapa continuava caminhando e o som do motor soava tanto, mas nem com isso me distraia ao pensar naquela conversa que aquelas pessoas falavam. As perguntas que me apareciam na minha mente eram: será que um estrangeiro é aquela pessoa que somente sai do seu país de origem para outro país? E eu que estava num lugar onde tudo era novo?

Eu juro que naquele dia me senti um estrangeiro no meu próprio país, cogitei logo em contratar um interpretador ou um tradutor para traduzir toda conversa para mim de modo a estar no mesmo assunto que eles. Ah pena de mim! Porque não tinha dinheiro para pagar o tal tradutor, mas não tinha outro meio do que ficar confinado naquele meu canto, escutar o barulho das conversas e olha-las sorrindo.

Depois da travessia, o carro ia parando a cada paragem que os passageiros pediam para descer e avançava, a cada instante que cada vez mais o Chapa parava lá dentro ficava um vazio até que chegamos ao terminal onde nós todos descemos, o Chapa ficou totalmente vazio e cada um foi no seu destino.

Autor: Franklim de Manguião
O meu tempo hoje; Maputo 09 de Dezembro de 2019.

Tu és a cura

TU ÉS A CURA

Óh moça, verdadeira pureza, jura;

Mulher estonteante e pura;

És a água que bate e fura;

Tu és a cura;

Amada Laura!

Na vida minha, realiza maravilha pura;

Este meu coração tu contenta, Laura;

Neste mundo, tu fazes parte da minha, Ura!

Enfermidades que tenho tu cura;

Juro que até minha cabeça dura;

Autor: Ce Cedilha
04 de Abril de 2020-Tu és a cura { Maputo}.