O CAMINHO DA ESCOLA
Naquele tempo que nós estudavamos, havia um caminho que era princípal dentre os caminhos que nós tinhamos que nos levavam a escola todos os dias laborais da semana. Cada caminho tinha suas próprias características peculiares. Havia um que tinha uma bela e linda mata e no fim um riacho, nós dissiamos ″opontini ya kale”, outro dissiamos " opontini etxa" era do tipo baulamento, a 2km uma ponte feita de betão e por cima tabuas e paus gossos, era este que passando do nosso povoado dá acesso a vila do nosso distrito.
O que nos faz lembrar do caminho ″opontini ya kale” era simples, curto e com casas aproximadas a beira do caminho. Quando sábiamos que amanhã era sengunda-feira e dia da escola, ficavamos todos muito lisonjeados, prepravamos tudo que servia para levar à escola como sendo materias escolares e muito lanje que este era constituida por muitas frutas e mais como bananas, pera abacate, cana-doces, amendoim, banana, mandioca, laranjas, feijões cozidas e mais.
Logo ao amanhecer as nossas mães preprava tudo para nós e cada um saía da sua casa sozinho mas quando chega ao caminho já eramos dois, e três e assim a fila crescia. Caminhavamos percorendo o caminho do atalho e quando chegavamos naquela mata todos nós entravamos nela e cada um procurava seu esconderijo e escondia seu lanje para o regresso. Depois disto, saíamos ao riacho tomavamos banho todos, as moças levavam sabãos e pomadas de corpo e partilhavamos juntos na forma de dá ela, dá ele e juntos saíamos catitos e cheirosos a escola. Somente agora tomo a consciência e penso que a preocupação das mulheres com suas belezas começa desde criancice.
Bem que chegassemos a escola, entrevamos na aula e estudavamos. No tempo de largar, aquele que fosse primeiro espreva os outros largar e saíamos em grupamento de regresso para casa. Quando atravessavamos o riacho, chegavamos a nossa mata ou seleiro e cada um ia buscar seu lanje, sentavamos por de baixo de uma árvore e partilhavamos nosso lanje mesmo com aquele que não possuia, porque sabiamos que amanhã seriamos nós, como nossos antepassados diziam ″wona olelo omelo ti ya mukó,” depois tomavamos o caminho para casa. No momento que caminhavamos a cada instânte nos dispediamos, a fila reduzia porque cada um chegava na sua casa e dia seguinte faziamos o mesmo.
Autor: Franklim de Manguião.
As minha lembranças da infancia naquela escola de Madia- Namarrói.