OH QUELIMANE, NOSSA TERRA MÃE
Oh Quelimane, nossa terra mãe, felizmente
Oh mãe terra, de te, a sua história nos orgulha
Orgulhosamente é contar e sempre será cantada
De dias em anos, décadas, séculos e até sempre
Oh mãe, sua história encanta os cantos do Índico
Sob ponto de várias perspectivas pode ser recitada
Mas nunca perde a forma ou essência histórica
Aliás, na diversidade encontramo-la, percebemo-la
Disto, há fontes orais, escritas e até matérias
Oh Quelimane, Kalimani ou Chuabo
Tão bem teu nome é curiosidade histórica
Brotaste no vale do Zambeze e nos rios de Qua-qua
E mais daquele arbusto que chamaram de Chuambo
Que cresceu nas terras do sal e albergou povos
Oh mãe terra, sabemos curiosamente que
Da Gama contemplou-te quando perdeu os sinais
Numa magna missão e teu rio chamou de bons sinais
De te usufruiu os seus frutos e sua hospitalidade
O pingo do teu mel quase fê-lo olvidar da missão
Oh Quelimane, nossa graça e terra mãe
De te passaram os Tugas, os Persas, os Hindos,
Chinesses, os árabes e contemplaram sua pulcritude
O senhor São Martinho habitou nas suas terras
Um dia herdaste o seu nome de vila São Martinho
De tantos ritos que passaste, hoje és Quelimane
Foste um dia terra das Copras, ta’bém da literatura
Não só literatura mas também dos revolucionários
Hoje cresce, oh tu, mãe Quelimane, cresça mãe
Continue a educar seus filhos com suas axiologias
De te, louvamos-te e feliz crescer, mãe Quelimane.
Autor: Franklim de Manguião
(Uma homenagem a Quelimane, Maputo, 21.08.2022.
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