NÃO PARA DEPOIS TU BAZAR
Despertei chamando esse teu lindo nome;
Os pássaros se zangaram dos gritos que fiz;
Lá as pessoas tentaram saber o ocorrido;
Nada, somente lembraças me perturbam;
Pareço que sou homem ferro mas não;
Hoje sou homem arrame farpado, frágil;
Evitei me apaixonar para depois tu bazar;
Esse amor não findou por isso sofro;
Agora, estou neste bar conversa dos velhos;
As cervejas abraçam-me e os copos também;
Uma disfarça do inglês ver, profundamente;
Pensando nos nossos tempos que lá se vão;
Estou aqui pensado quem irá ocupar;
Este lugar vazio que tanto deixaste em mim;
E se esse alguém existir, tu óh Dete!
És a única, juro que não igualará. Regressa;
Cada pessoa é única dizem os filósofos;
É só a ti que esses lindos defeitos têm;
Levaste o sol e semeou em mim a escuridão;
Deixou-me no abismo morrendo de angústia;
Áh! Meu pobre coração e pobre cabeça;
Áh! Garçonete, encha mais porfavor!
Áh! Cervejas me ajudem a esquecê-la;
Ufa! Mas até quando isso?
Autor: Franklim de Manguião
[Beijar do africano] Quelimane
27 de Dezembro de 2019
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