O QUE SOBROU DE TI
Ah querida, porquê de tão cedo sua ida
Da tua partida, meu coração pequenina
Na rua da lembrança, os olhos te olham
A boca de te beijar um dia guarda esperança
Ah querida, não se trata do teu nome
Nem do seu formato que achar não consigo
Mas do teu beijo, aroma, teus passos e teu roncar
Que ao reviver perturbam a minha mente
Sabe? Desejo-me retroceder de sermos Libelinhas
Juntos no cume, ver o claro ficar escuro e vice-versa
Sentir seu toque de bálsamo naquela ida de desdém
Ah! De te sobraram-me as coisas que não se vão.
Autor: Ce Cedilha.
[O neo-romantismo e o meu tempo]
Maputo, 05 de Junho de 2021.
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