WASSAKA
Nem sempre todos dias são de vitória. O senhor Cafri era chefe de família e pai de três filhos. O tempo do seu casamento passou num piscar dos olhos, na verdade estavam há bom momento casados e que mesmo se o filho mais novo perguntasse a quanto tempo estavam casados necessitaria de segundos para puxando a mente para depois dar a resposta.
Os primeiros instantes, o casal era tão afortunado, no corredor pátio e quartos habitava o amor, carinho, as ceninhas e a paciência. Cognominarem-se de amor jamais os constituía de dificuldade. O homem trabalhava em turnos como um guarda na casa de uma “branca”. “Wassaka”, ele se preparava e ia ao seu posto de trabalho a esposa ficava em casa cuidando das tarefas de casa e dos filhos. Senhor Cafri quando largava no dia seguinte, abeirava em casa com um saco de plástico bem recheado e por dentro dela não carecia de pães para se fazer um mata-bicho da idade. Só bastava de ser descoberto de longe abeirando para casa e as crianças gritavam: papa, papa e papa e, corriam ao encontro dele para o abraçarem. Entendimento não escasseava em casa. A esposa fazia tudo que a cabia como seu dever com o marido moralmente e sem estranheza como forma de o comprazer.
Passando um tempo, o homem achou emprego na casa de uma outra senhora para esposa e foi ter com ela e acordaram que ela deveria principiar a trabalhar para o bem da família, afinal, é tão maravilhoso quando os dois em casa trabalham porque no fim de mês Samora tem enchido a casa. A esposa principiara a trabalhar. Wassaka a esposa ateava fogo, aquecia água para o banho e os dois iam a casa de banho, vestiam-se e lá iam e somente se separavam no caminho.
Tristemente, aconteceu que a patroa do senhor Cafri voltara para Itália definitivamente e infelizmente o trabalho dele extinguiu. O homem começou a procurar outros espaços disponíveis para trabalhar mas infelizmente não era fácil para ele. Principiou sempre ficar em casa enquanto a esposa ia ao seu posto de serviço. Passando muito tempo a mulher começou a mostrar comportamentos estranhos. Quando uma mulher numa casa trabalha e o homem não, tem sido problemático mas quando é o contrario considera-se normal. Vuku-vuku já havia se estalado.
A esposa parecia não se contentar com o não fazer nada do marido. As vezes se zangava sem motivos, tentava achar qualquer coisa para criar um problema para ela falar. Ocasionalmente, o marido passou a não ter voz, as vezes o tratava como isso. As vezes mandavas ofensivas indirectas direccionadas aos filhos enquanto se referia ao marido, tristemente o senhor não tinha o que dizer. Por vezes dizia que ele ficava somente sentado e não queria fazer nada, mas o que não constituía a verdade porque o senhor Cafri tentou meter os seus Cv’s em muitos lugares com promessas sem respostas, falou com muitos amigos para qualquer coisa de emprego e nada, tentou planejar um auto-emprego mas nem avançou e até quando fazia biscates não era paga, maldição? Talvez.
Um belo dia, por sorte um seu amigo apanhara um biscate e chamou-o para trabalhar juntos, afinal, onde come um comem dois, lá foram. O homem passou todo seu dia naquele lugar trabalhando, naquele lugar se fazia betão para enchimento de um Teto. Quando a esposa voltou do seu serviço questionou aos filhos onde estava esse senhor, os filhos responderam que papa desde que saiu de manhã era antes de voltar. Sem tardar o homem já estava a voltar para casa com mais um saco de plástico recheado, foi bem recebido e a esposa logo foi encher água para dar o marido tomar banho. O senhor Cafri voltou a viver por um dia aquilo que vivia quando trabalhava na casa da Italiana. Mas wassaka.
Autor: FRANKLIM DE MANGUIÃO
Wassaka in as minhas Crónicas do amanhecer e por dos sol
Maputo Maio.
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