Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

O caminho

O CAMINHO

O caminho é algo que nos porta;
a todas partes, cá, alí e acolá, mesmo;
Foi neste caminho e desta porta;
Que Cheguei a ti, não sei como;

Os caminhos de tanto esguios;
Se abraçam no eixo das abcissas;
Também nos abraçamos neste eixos;
Forjamos belíssimas circunferências;

Deus está unindo os pontos da glória;
E ajustou esta nossa alíquota;
Querida, percebe o moral da história;
Deixa-me dizer que tu me completa;

O mundo não estaría tanto assim;
Se não fosse existência nossa;
É engraçado tu sorrir, pense assim;
Pois fazemos parte desta natureza.

Autor: Franklim de Manguião
Elabo yonwara kote- Quelimane.
27/12/2019

A vida é bela

A VIDA É BELA QUANDO É BEM VIVIDA

A vida é bela quando é bem vivida;

Se for o contrário, já não sei;

Só sei que é tão irritante;

Cá muita coisa acontece;

Coisas ruins e também boas;

Tristeza e também a felicidade;

Isso é relativo;

O rico desperta, pensa logo em contar dinheiro;

Dá aos insectos àquele mantimento;

O pobre desperta pensado o que fazer;

Para que o dia de hoje se alimente;

O rico passa todos os dia encima de bebidas;

O pobre trabalhando para misérias;

Não se sabe se isso deveria ser assim;

A vida é bela quando é bem vivida.

Autor: Ce Cedilha
(Beijar do africano) Quelimane
27 de Dezembro 2019

Onde estava esse amor

ONDE ESTAVA ESSE AMOR

Onde estava esse amor;
Que passaram anos para descobrir a dor;
Até tive que me deslocar dias e noites;
Chegar a este lugar precisei de transportes;

No começo amor não parecia;
Desdenhavamos que isso efeito não surtia;
Mas tive que fingir que estava apaixonado;
Para agora descobrir que estou amando;

Onde estava esse amor, belíssima minha;
Só de ficar contigo me sinto homem aranha;
De tanto te amar o Sol não deixa de brilhar;
Será que estava oculto no teu olhar?

Só de te tocar a Lua dá umas risadas;
O coração pesa de amor, olhos pestanedas;
Eu  e tu caimos do papá noel este barco;
O tempo conta nossa ida ao Flamingo.

Autor: Franklim de Manguião
[Beijar do Africano] Maputo
09/12/2019

Beijar de africano

NÃO PARA  DEPOIS TU BAZAR

Despertei chamando esse teu lindo nome;
Os pássaros se zangaram dos gritos que fiz;
Lá as pessoas tentaram saber o ocorrido;
Nada, somente lembraças me perturbam;

Pareço que sou homem ferro mas não;
Hoje sou homem arrame farpado, frágil;
Evitei me apaixonar para depois tu bazar;
Esse amor não findou por isso sofro;

Agora, estou neste bar conversa dos velhos;
As cervejas abraçam-me e os copos também;
Uma disfarça do inglês ver, profundamente;
Pensando nos nossos tempos que lá se vão;

Estou aqui pensado quem irá ocupar;
Este lugar vazio que tanto deixaste em mim;
E se esse alguém existir, tu óh Dete!
És a única, juro que não igualará. Regressa;

Cada pessoa é única dizem os filósofos;
É só a ti que esses lindos defeitos têm;
Levaste o sol e semeou em mim a escuridão;
Deixou-me no abismo morrendo de angústia;

Áh! Meu pobre coração e pobre cabeça;
Áh! Garçonete, encha mais porfavor!
Áh! Cervejas me ajudem a esquecê-la;
Ufa! Mas até quando isso?

Autor: Franklim de Manguião
[Beijar do africano] Quelimane
27 de Dezembro de 2019

Mwana muchuabo

MWANA MUCHUABO KANKALA BRUTO

Mwana muchuabo é indulgente
Mwana muchuabo é de boa hospitalidade
Mwana muchuabo é de boa sensibilidade
Mwana muchuabo é bom gente

É no coração dele que cabe a todos
Nos sentimentos há mútuo respeito
Trabalhar a qualquer canto e jeito
Arte e ofício de trabalho nas mãos

É assim que mwana muchuabo se identifica
Gente honesto, moralista e solitário não fica
Gente que não se exalta, age ao certo

Aprazível em juízo, daquilo que
É benévola e malévola, e é por isso que
Mwana muchuabo kankala bruto.

Autor: Ce Cedilha
[Mwana muchuabo]-Quelimane
25 de Dezembro de 2019.

domingo, 22 de dezembro de 2019

Vi e condenei bem

VI E CONDENEI BEM

Vi maldades que carregava aquele homem
Descarregou na pele da mulher como trombeta
Sem aplaudível justificativa que acorrenta
Senti arrepios na pele e condenei bem

Vi pegar qualquer coisa aquele homem
Que achava naquele caminho curto ao percorrer
Lançava que nem uma lança nela ao correr
No corpo da mulher e condenei bem

Quiçá quis saber o por quê chegar tarde, ela
Quiçá pensou que estava a fazer o papel dela
Quiçá quis dar mais atenção não sei não.

Confusão, aquele homem com veemência
Infelizmente quis resolver tudo com violência
Esqueceu-se que a violência não constrói não.

Autor: Franklim de Manguião.
Poesia de concurso 1, julho de 2020.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Se puder perder

SE PUDER PERDER

É tão difícil sobreviver sem ar;
É tão difícil sobreviver sem água;
É tão difícil sobreviver sem luz;
É tão difícil sobreviver sem você;

Se puder perder tudo que tenho;
Posso perder tudo mas não você;
Optaria partir para o melhor, caso se;
Que sobreviver infeliz na vida sozinho;

Posso perder os meus membros;
Perder a riqueza ou a pobreza posso;
Perder a minha identidade posso;
Mas perder você não, caricatos;

Está  lindíssima frase confesso-te;
Sem ti não vivo, nem viverei, bem;
Ao teu lado a vida rumo tem;
Gostar de ti é mentira, amo-te;

Se for uma perca constrangida;
Porfavor leva meu pobre coração;
Talvez o mundo acabará, ah! Benção;
Se caso não, fique comigo querida.

Autor: Ce Cedilha.
[Se puder perder]
Viajando: Maputo-Quelimane
19 de Dezembro de 2019

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

O ano 2019


ESTRANGEIRO DO PRÓPRIO PAIS

Naquele dia eram quinze horas da sexta-feira que saí para casa do meu primo visitá-lo. Fiquei preso naquele chapa a expectar  de ficar lotado para podermos partir, as pessoas chegaravam um por um até o chapa ficou lotado. Naquele chapa havia muitas pessoas e por sinal a maioria eram mulheres. Permaneci aproximadamente uma hora até o chapa partir.

Quando o chapa empeçou a marcha nós todos já estavamos colados nos sofás, nas janelas eu contemplava as paisagens que aquele lado da cidade possui sendo eu recém-chegado, tais como os prédios as estradas as árvores os carros e as pessoas que fazia vaivém e o grande vão de África apelidado Maputo-Katembe.

Num chapa colectivo a viagem fica boa quando as pessoas conversam e um som baixo, lá nós iamos. Entretanto as conversas não paravam na boca daquelas mulheres, falavam changana ou ronga até agora não sei, só sei que era uma lingua do sul do nosso país, diziam  palvras como: Awe! Inakamuno! Aucheli! Lipelile! Ama paisagem shonguile! U choche, Kanimambo, u famba etc e outras frases esgueias e rápidas que nem conseguia ouvir mesmo sem perceber.

Todas pessoas ostentarvam dentes brilhantes ao sorrirem até pareciam que falavam mal de mim mas achei que não, e que falavam coisas doces, porque quase todos do chapa sorriam mas eu era o único que não sorria, outras olhavam para mim e no interior deles se questionavam porquê é que me mantinha calado e não sorria. O carro continuava caminhado e o som do motor soava tanto mas nem com isso me distraia ao pensar naquela conversa que aquelas pessoas falavam, a pergunta que aparecia na minha mente era: será que um estrangeiro é aquela pessoa que somente saí do seu país de origem para outro país? E eu que estáva num lugar onde tudo era novo?

Eu naquele dia juro que me senti estrangeiro do meu próprio país, cogitei logo em contratar um intrepretador ou tradutor para traduzir toda conversa para mim de modo a estar no mesmo assunto. Ah pena de mim! Porque não tinha dinheiro para pagar o tal tradudor, mas não tinha outro meio do que ficar confinado naquele meu canto, escutar o barulho das conversas e olhá-las sorrindo.

Depois da travessia o carro ía parando a cada paragem que os passageiros pediam para descer e avançava, a cada instante que cada vez mais o chapa parava lá dentro ficava um vazio até que chegamos ao terminal onde nós todos descemos, o chapa ficou vazio e cada um foi no seu destino.

Autor: Franklim de Manguião
O meu tempo hoje- Maputo 09 de Dezembro de 2019.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Grito de rua 2

GRITO DE MENINO DA RUA

Vivo na rua, não sei se é destino;
Meu celeiro é lixeira, produtos crua;
Minha vida somente Deus cuida;
Ah! Esta pesada vida coração lacrimeja;

Passo todas as estações de ano aqui;
Mesmo que faça sol e chuva cá estou;
Vivo de esmolas daquele que têm piedade;
Cresci e envelheço tanto aqui nesta rua;

Estou habituado de vestir o mesmo trapo;
O que estava limpo há cinquenta anos;
São placas de caixa meus cobertores;
E vivo de esgoto de águas que cá passa;

Queria ser como outros meninos;
Ter família, casa, mimos, até ir a escola;
Viver tudo de bom, mas não tenho onde ir;
Dou graças à Deus gente que me dá esmola.

Autor: Ce Cedilha
Grito de um menino de rua
Maputo [terras quentes] 25/11/2019

Deixem-me

CARTA AOS MEUS PAIS

Deixa-me agradecer a vocês;
De tudo que fizeram e têm feito até hoje;
Sabe-se que é de todos essa obrigação;
Mas existem forasteiros nesta acção;

Pais, agradeço por me darem o mundo;
Vosso sangue nas veias estou carregando;
Não me arrependo ser vosso nem mil vezes;
Ainda vou me lembrar de vocês;

Ainda vou me lembrar de vocês;
Que passaram sem dormir noites;
Talvez por gracejos minhas ou doença;
Que envergonhei-vos de chorar sem causa;

Ainda vou me lembrar de vocês;
Que fiz coisas de criança que irritam, ês;
Mas ficaram com tanta paciência;
Só porque era algo sem conciência:

Ainda vou me lembrar de vocês;
Que oporam alimentação nas mentes;
Para que nenhum dia passasse fome;
Os mimos que recebi, lembrarei-me;

Ainda vou me lembrar de vocês;
Sobre a educação que me deram, ês;
Os conselhos ou lições que guardo;
Quiseram o bem para mim, hoje entendo;

Ainda vou me lembrar de vocês;
Que sou o que sou graças a vocês;
Por este esforço e desafios, felizmente;
Carregarei vossas essências na mente.

Autor: Franklim de Manguião
Elapo yonwara kote-Maputo
29/11/2019 viagem à ka Elisa.

Ainda vou te amar

AINDA VOU-TE AMAR

Ainda vou-te amar mesmo sem ar;

Finitamente será cúmulo te amar;

Não é desejo dos corações, nem almejar;

Amar não se resume num simples recitar;

Amo-te amada, nele deve se perpetrar;

Patua-nos o sentido da vida, vamos calar;

Vou te amar, se a morte não chegar.

Autor: Franklim de Manguião
(Beijar do africano) Maputo
27/11/2019

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Nunca é.

NUNCA É TARDE DE MAIS

Nunca é tarde de mais;
Arrepender-se e tomar a determinação;
Para aprender, vontade basta e mais;
Auxiliado da coragem, tudo é lição;

Nunca é tarde de mais;
Para refazer todos os erros cometidos;
Na vida sempre aprendemos e mais;
Aprende-se também com erros;

Nunca é tarde de mais;
Para pedir desculpas se necessário;
Sejamos humildes, conscientes e mais;
Para que façamos o melhor e sério;

Nunca é tarde de mais;
Para fazer aquilo que antes da idade;
Alguém tanto almeja e mais;
Porque enquanto tiver oportunidade;

Nunca é tarde de mais;
Para fazer o bem e viver a bondade;
Mudar-se a vida angustiada e mais;
Para que haja eterna felicidade.

Autor: Franklim de Manguião
[Beijar do africano]  Maputo
25/11/2019.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Vida e sinais de pontuação

A VIDA E SINAIS DE PONTUAÇÃO

A vida é bela quando é bem vivida;
Mas nós é que a tornámos bela;
Quando sabemos bem usufrui-la;

Vivámos a vida questionando-nos;
Que tipo nós queremos dela;
Ajudar-nos-a tanto a compreendê-la

Vivámos com sinais de pontuações;
Sabíamos colocar uma vírgula;
Onde dá repousar e tanto as acções;

Saibamos colocar exclamação;
Oportunidades que nos oferecem;
Para saber se são válidas ou não;

Saibamos colocar interrogações;
As dificuldades tanto as felicidades;
Os amores tanto as amizades;

Saibamos colocar ponto sinal
As tribulações tanto os desesperos;
As agonias tanto os gracejos;

Saibamos colocar reticências;
As coisas aparentemente boas;
Enquanto são as mais enganosas;

E então, controlemos os ânimos;
Que a vida tanto nos oferecer;
Aí sim de paz viveremos.

Autor: Franklim de Manguião
O verbo viver como intransitivo
Maputo 16/11/2019
[Direitos do autor reservados]

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Metáfora

HÁ HARMONIA EM NÓS

Há harmonia em nós que sentimos;
Nesta magnífica arte de tanto amar;
Livremente destarte vivemos;
E somente Deus quis destarte esse par;

Do sol, a terra gira em volta dele;
Neste imenso universo plasmante;
E você gir em volta de mim em él;
Neste belíssimo mundo felizmente;

Caminhámos em direcções diferentes;
Como ondas movidas pelo vento a forçar;
Mas nada modifica, talvez me entendes;

Assim passam nossos dias e anos;
Tal harmonia faz-nos cantar lindos hinos;
Vida, única escola que nos ensina a amar.

Autor: Ce Cedilha
[Beijar do africano] Maputo
11/11/2019 vendo estrelas

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Namarroi

NAMARRÓI

Óh! mãe que foi tanto esquecida;
Olvidou-se de tudo que possui;
Até mesmo do teu próprio nome;
Já não ouço dizer nas mídias;

Ouço dizer mãe;
Que és uma terra inexistente;
Não possuis bons valores;
Eles são  tanto mitomaníacos;

Dizem namarrói estás em desusos;
Não têns escritores ou músicos;
Não têns empresários ou estudiosos;
E nem muito mais não têns mendigos;

Mãe, porquê tanta desdenho;
O que fizeste tão errónea mãe;
Alguns teus filhos a desdenham;
Mas porquê está acção?

Visitas para ti são esporádicas;
Dificilmente vestes madam-te;
Litros de água de pelomenos por mês;
Auxílio carecem nos problemas deles;

Seus filhos mãe, alienaram-te a sóis;
Tua dignidade, tua identidade e tudo;
Se for para levar teu nome a diáspora;
Levarei e sou fiel. Óh mãe! NAMARRÓI.

Autor: Franklim de Manguião
[ as minhas confissões (+)]
Maputo 02/11/2019

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Óh mas o que é isso?

ÓH MAS O QUE É ISSO?!

Ah! Que linda és tu moça;
Dizem que moça linda não almoça;
Contigo  isso não cola, da forma que és;
És linda de mais, caíu aos seus pés;

És um crime que me incrimina;
Hoje tenho que confessar menina;
Desde que me pariram não via antes;
Essa tu beleza e qualidades;

Opha! Assim também não dá!  cá;
Moça és de onde? Cá, mesmo de cá;
Beleza tua aparenta não ser de cá;
Sua forma aparenta não ser de cá;

Se me dizesse que és estrangeira;
Sem dúvidar iria acreditar;
Se me fizesse que és um anjo;
Sem duvidar iria acreditar;

Sabe porquê?
Parece-me que és uma estrangeira;
Perdida aqui ou um anjo na fileira;
Que caiu do céu à esta terra, êê!

Estou cá contemplando-te;
Se fosse mineral diría Esmeralda;
A pedra mais preciosa, óh Esmeralda;
Contemplando já. És interessante.

Autor: Franklim de Manguião
[ Beijar do africano ]
Maputo-23/10/2019.

Amo-te como tu és!

AMO-TE COMO TU ÉS

Amo-te como tu és senhorita;
Estou cá fuçando mil alengas;
Versos e rimas para te recitar;
Que é contigo que empacar quero;

Óh! Filha de tia Rosa, tu Isabela;
Isabela, tu me enche de regozijos;
Se te dizer que não viverei sem te;
Não cogite dividar, estarei certo;

Podem falar átoa de nós, mas;
Não é pela riqueza dos teus pais;
Nem minha riqueza mas por amor;

Pairrei mil anos fuçando-te;
Achei-te, amo sua forma de ser;
Porque amo-te como tu és.

Autor: Franklim de Manguião
[Beijar do africano]
23/10/2019 Maputo

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

E aí.

E AÍ

Aflijo-me hoje de forma inlimitável;
Nessa angústia somente de pensar;
Francamente dá-me um desejar;
Em desistir dessa luta insuportável;

As vezes aparece uma voz pequena;
Do nada, suavemente ausculto dizendo:
Meu jovem continue lutando;
Um dia verá que valeu a pena;

Páro interrogo-me, mas assim porquê?
Aih de mim, mas será mas será?
Coitado de mim jovem, mas será?
Que tanta angústia,mas assim porquê?

Pernoito todos dias da semana;
Fazendo trabalhos e lendo de olho;
Deixei meu bom cobertor e cama, óh mana!
Estou cá durmindo no soalho;

Venho de zonas longínquas, lá no Norte;
Deixei família, bastante comida, amigos;
Tudo de bom, até também mimos;
Estou cá vivendo francamente sem sorte;

Que estou a perder sinto-me;
Os shows, clubes, pitas, biras;
Com meus amigos não há vagueadas;
Porque já os estudos sucumbem-me;

Óh Deus! Sem jeito fico assim, mas um dia;
Minhas lágrimas enxugarei com meu certificado;
Dormirei acima do meu diploma bem caducado;
Com a minha bata olvirei tudo um dia;

E aí... e aí contarei história a eles.

Autor: Franklim de Manguião
Enxugarei minhas lágrimas com meu certificado
Compilador do titulo João Tualufo (Mpt 02/10)

E se Samora vivesse...?

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

O fecto abandonado


Pais abandonaram-me cá sozinho padecer;
Vós fostes nosso caminho felizmente;
Óh Senhor! Cá fiquei a desviver;
Neste ambiente inexperiente;

Fostes e me abandonaram nesta lixeira, mata;
Com milhões de insetos nesta circunstância;
Sem nada neste chão ou bairro de lata;
E sem compaixão que malevolência;

Que corações de pais  senhores têm?
Sou alguém que futuramente vos cuidaria;
Agradeceriam por ter me concebido;
Porque têm gente que me ter gostaria;

Mill vezes se me dassem rua;
Neste vosso dentro mas eu pronto;
Quem sabe, viveria e cresceria na rua;
Estaria feliz e experimentaria o mundo;

Mas não (...), que culpa eu tenho;
Para merecer esse vosso disprezo?
Abandonaram-me assim tão fetinho;
Mas nossos pais a vós foram zeloso;

Disprezaram-me tanto e tanto;
Espero que não se arrependam;
Porque eu sou o feto cá abandonado;
O tal inovador da família, vida não deram.

Autor: Franklim de Manguião.
Ouvi um feto abandonado falar por mim em Manica
Maputo 22 de Agosto de 2019.

ABORTO NÃO

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Era Moderna

Meu tempo!

Minha avó, disse neto óh neto;
Nasceste num bom tempo;
Tempo das coisas sufisticadas;
Ela sempre repetidamente diz isso;

Neto, tu és da tempo de ouro;
Tempo que não se viaja a pé;
Tempo que não se escreve na folha;
Tempo de tudo quanto existe é artificial;

Disse a ela que vovó estou bastante;
E bastantimente arrependido;
Por ser deste maldito tempo;
A era mais pior da humanidade;

Tempo de produtos artificiais consumimos;
Tempo que a humanidade está sem rumo;
Tempo que estudar sem valor, não tem valor;
Tempo da pirataria e violência e falsas epidemias;

Tempo de roupa curta;
Tempo que minhas primas andas nuas;
Tempo que muitas delas passam;
Maior tempo fora de casa;
Dizem estão a curtir, puxa!

Estou muito arrependido;
Queria que fosse do teu tempo;
Este sim foi bom tempo;
Eu sempre dizia isso, ela olhando para mim.

Autor: Ce Cedilha.
Os tempos modernos e de desgostos
Maputo (21/08/2019- Quelimane)

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Os estrangeiros de nós próprios

Estrangeiro de nós próprio

Que atitudes temos perante outros;
Outros que são nossos irmãos;
Atitudes estes que são de separação;
De etnias ou tribo no mesmo país e região;

Terra nossa nos desdenhamos;
Aqui ser estrangeiros passamos;
Estámos em segundo lugar;
Mesmo na fila, ou em qualquer lugar;

Alguém de uma província é estrangeiro;
Dizem que numa outra é forasteiro;
Mesmo país, isso é desdenho na cara;
De nós próprio da mesma terra;

Nosso país, terra nossa;
Moçambique é uno, nossa!
Somos irmãos mas se consideramos;
Estrangeiros de nós próprios.

Autor: Ce cedilha.
Ergo, cigito sum.  Maputo
12/08/ dia da juventude

Em ti, o que rouparam de mim.

Em ti, o que roubaram de mim.

Estou cá cismando infelizmente
Angústia, sucumbi-me tristemente
Fatiguei mil vezes de pedir socorro
Já ninguém ouve meu choro

Jurei milhões e milhões de vezes
Que só tu me basta, talvez
Iria te amar até ao fim do mundo
Mas hoje você se foi e fiquei embatucado

Em ti, o que roubaram de mim
Tua feição de andar, teu amar
Tua feição de me pegar, tua acarinhar
Seus abraços e beijos doces, aih de mim!

Tudo de ti  roubaram, quiçá
Vida (...) até destino, nossa!
Deixou-me como um pneu sem ar
Carregou contigo infelizmente o ar

Quando te conhece
Usei as fontes históricas
E comecei a edificar a minha
Perdi as fontes e fiquei apático.

Autor: Franklim de Manguião
Em ti o que roubaram em mim.
Maputo. 14/08/2019

sábado, 20 de julho de 2019

Que sou eu para criticar meu país.

             QUEM SOU EU PARA CRITICAR MEU PAIS.

                Dizem que Moçambique  é  para todos;
                   Dizem que Moçambique é vasto;
          Do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico;
                Mas só há única província, privilegiada;

                    País do índico, de tantas riquezas;
           Riquezas que o povo se beneficia na teoria;
               Tantos alimentos naturais produzidos;
                   Mas só alimenta-se de artificiais;

       Governo do povo, mas só governa nas eleições;
           Depois, há os que detêm o poder, não o povo;
             Onde a justiça beneficia os patrões e mais;
            Os direitos não beneficia os não patrões;

                   Onde o que é da ajuda humanitária;
                     Deixa de ser distribuição gratuita;
                  Só quando o povo clama carimbam;
                 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA, que pudor;

                Quem sou eu para criticar meu pais?

             Aqui onde a saúde é o maior valor da vida;
             Mas o médico trabalha nas redes sociais;
           Enquanto lá na fila morrem idosos e crianças;
                  E para ser atendido deve soltar a mão;

                     Aqui onde a educação é gratuita;
               As notas transformam-se em dinheiro;
               Conhecimento não e válido, olvidam;
           A missão de formar o homem do amanhã;

               Tantos jovens com vasta experiência;
                   Conhecimentos e tantos sonhos;
               E sonhos para darem o melhor o país;
                          Mas apoucados eles são;

           Os que têm a voz de falar não são ouvidos;
                   Os que têm a voz são silenciados;
                  Para sempre e nunca falam nada;
                 Os que têm a voz estão confinados;

                Quem sou eu para criticar meu país?

                                 Autor: CE CEDILHA.
                  Se Machel e Mondlane vivessem...
                                Maputo 20/07/2019

sábado, 6 de julho de 2019

Lição de vida

LIÇÕES DA VIDA

Nasci e estou aqui por um propósito;
Todos dias que me indago e insisto;
Esta é a resposta que tanto encontro;
Coisas ruins desinteresso no centro;

Fui nascido e criado numa família;
Tenho que ter a minha própria;
São as leis naturais da vida;
A vida é feita de pelejas, não de fada;

O mundo me pontificou que todo;
Lugar que o homem vai desamparado;
Terá família, verificando isso;
Tenho nos lugares que passei e passo;

Não é só de laços de sangue, neste chão;
Vizinhos e amigos tambem são;
E que esses vizinhos e amigos;
Não são constantes ou estáticos;

Aprendi que viver de forma benéfica;
Está além de ser ambicioso, cá;
Aprende que é preciso obter algo;
Justamente e com teu labuta, amigo;

Aprendi que deslocar-se, sem asas;
É conhecer o mundo e as coisas;
Nelas contidas e tanto veria;
Coisas que em repouso não faria;

Coisas boas múltiplas, acato a cantiga;
Esforço-me para pôr em prática;
A vida me pontificou à caminhada;
Uffa!  Lições de vida.

Autor: Franklim de Manguião
Lição de vida- 1º passeio
Maputo
06/07/019

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Zambézia, minha terra que me viu nascer.

ZAMBÉZIA, TERRA QUE ME VIU NASCER.

Óh! Minha terra;
Terra da sura e dos coqueiros;
Terra das montanhas e do chá;
Terra de ventos alísios e das pritas;

Óh! Zambézia;
Terra que me viu nascer e tanto crescer;
Terra que me educou e de si;
Sem vacilar herdei sua cultura e línguas;

Óh! Zambézia;
Benção e orgulho sinto bastante;
Por ter nascido e crescido nas suas mãos;
Tu és a mãe de mim e de outras;

Óh! Minha terra;
Cada plaga estou e estiver, cogitarei;
Cogito em si a cada acção do tempo;
Essa terra da Mucapata e Totue;

Tatuado está, seus bairros, estradas e praias;
Na minha mente, aqui vivo de prazeres;
Viverei morrendo de saudedes distante;
De si (...) Minha terra, Zambézia.

Autor: Franklim de Manguião e
Compilador do título: João Tualufo.

Μινηα τερρα. Μαπυτο.
19/06/2019

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Tua Alma Gêmea

NO OLHAR DO ALÉM

Conscentrado mais possível que seja
Nos meus a fazeres do memento
Ou no lazer, chapa, numa vereda já
Do nada aparece-me esse pensamento

Meridiano das trevas a cada dia
Penso e penso tanto em ti, obcessão
Encontrar-te na vereda gostaría
Digo ufa!  Um dia, se iniciar a secção

Ao ver àquela mulher, apressurou
Esse pensamento de pensar em ti
Estámos tão distante um do outro
Sucumbe-me as saudades de ti

Parecida é tão como a ti aquela mulher
Vi, vendo nela, parecer tua gémea
Naquela imagem algo me contentou
Já estava convicto que eras tu

Marquei passos de Aquiles
Por detrás dela, coração batendo
Intensamente, e digo não és tu (...)
Não sou, chamam-me Noémia.

Autor: Franklim de Manguião
Meu cogito (ao pé das férias)
Maputo 12/06/2019.

sábado, 1 de junho de 2019

Citações de Franklim de Manguião

1. A ÚNICA DATA QUE EXPIRA NA VIDA DAS PESSOAS É DIA 1 DE JUNHO.

2. Estar solteiro no dia dos namorados é uma oportunidade de se valorizar e aproveitar a liberdade.

3. A PESSOA QUE INVENTOU O AMOR SÓ CONTEMPLAVA A PARTE POSITIVA E NÃO A NEGATIVA.
4. Paz é estar ao lado da pessoa que mais ama felizes e com sorriso no infinito e sem distúrbios.

5. Ser criança é a fase inicial de qualquer indivíduo e ela nunca deixará de existir.

6. Onde homem vai desamparado, lá terá família.
7. Tenho sempre rascunho de lado anotando tudo que vivo e que preciso recordar um dia, porque acredito que recordar é viver (Franklim de Manguião). 🤩

sábado, 18 de maio de 2019

Recordar é viver.

BATEU A SAUDADE

Bateu saudade ao contemplar  estes petizes;
Com ráfia pendurando papagaio, oh Zés;
Lembrei-me  quando praticava até negrejar tempo;
Dia seguinte despertava e corria ao campo;

Bateu a saudade ao comtemplar estes petizes;
Conduzirem arco à zero quilómetro e dezasseis;
Lembrei-me quando tanto fazia na hora;
Até ia ao bazar conduzindo, dissipava a hora;

Bateu a saudade ao contemplar estes petizes;
Jogarem bola, maravilhoso na baliza Metriques;
Lembrei-me de amigos (...) juntos no meu tempo;
Almejava alçar as técnicos de Ronaldo no campo;

Bateu a saudade ao contemplar abancados;
Assistindo TV e lembrei-me nos tempos;
Que ficavamos abancados parecer na igreja;
Assistindo TV preto e branco, ufa que inveja;

Beteu a saudade ao contemplar estes petizes;
Gracejar, sem se afligir a nada, só cartazes;
Na vida, apenas felicidade importa-os e nada;
Mas eu e outros com o futuro, que massada!

A Cabeça me disse: SENTIR SAUDADES É VIVER.

Autor: Franklim de Manguião
Que dia especial? Maputo 18/05/2019

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Atitude do sul

NOSSO GRITO

Aah! Sul que cogitamos já não nos aparenta;
De tanta separação, de raças e etnias;
Que há. Os de Centro e Norte, nós pessoas;
Não somos estimados, fazem irônia de santa;

Dizem que lá na desgraça vivemos;
Dizem que somos tão pobres;
Dizem que não temos dignidade e não merecemos;
Dizem que  estamos a invadir sul e somos vermes;

Somos chamados de Gajos da província, cá;
Sinónimo de pessoas do mato, imundos;
Somos chamados de Chigondos, cá;
Sinónimo de macocos, mal-educados;

Nós de Centro e Norte somos injuriados;
Dizem que viemos obustruir vida dos outros;
E que nós somos dependentes e ínferos;
Dói ouvir isso todos dias e gritamos: POR QUÊ?!

Esse tanto desprezo que carregamos.

Autor: Franklim de Manguião
ERGO, COGITO SUM. Maputo
08/04/2019

segunda-feira, 11 de março de 2019

Mil amores que amei

MIL AMORES QUE AMEI

Sinto-me tão lisonjeado por tê-la;
Tu és a eleita da minha vida e de sempre;
É de louvar esse gesto, ó Deus;
Confesso, amo-te com amor de Zeus;

Confessar-te-ei que da minha vida;
Foram milhares e milhares de amores;
Que amei, acidentalmente com romores;
Sem saber que tu séria minha querida;

Tu que és a minha cara metede;
Tanto esconder-se minha metade te achou;
Nesse planeta com boiões de habitante;

Esse é o nosso destino desde à décadas;
Foi este,  que tanto vi Deus grafando;
Naquelas páginas brancas.

Autor: Franklim de Manguião
[O Banquente de Platão]
Maputo-11/03/2019

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Essa não

É MÁ SORTE PARA MIM

Admito que cada um tem sua sorte;
Nesta vida, mas essa nossa sorte não dá;
Só de pensar meus olhos vão banhando;
Por causa da decepção que tenho na alma;

No pretérito da história fomos namorados;
Hoje és minha patroa carinhosa;
E eu um empregado seu, infelizmente;
O contrário, queria que fosse seu esposo;

Essa distância curta que tivémos;
Sua vida mudou para o melhor;
Fizeram te primeira dama dos tempos;
Tudo têm e até te fizeram Monsera ;

Eu, um pobre coitado;
Que não tenho onde cair morto;
Vivo pelo meu esforço que faço dia a dia;
E tenho família a cuidar;

O que dói é saber que sou teu porteiro;
Tenho que correr todo tempo abrir a porta;
O que dói é saber que sou teu segurança;
Tenho que lhe velar a qualquer canto;

O que dói mas é saber que não te tenho;
Como minha (...) mas sim como patroa;

Aih!  Essa não.

Autor: Franklim de Manguião
[Eu exalto a minha pátria]
Maputo 19/02/2019

domingo, 10 de fevereiro de 2019

ISSO É LANCINANTE

ISSO É LANCINANTE

Ah!  Há nos nossos corações tantas agonias;
De tanto ratar já não suportamos, são lágrimas;
Deus por quê permitiu que nos amasse a gente?
Esse amor aventureiro, Isso é lancinante;

Se tivéssemos máximas condições na vida;
De ter tudo que almejamos tanto, esta partida;
À vida acadêmica (UEM ou UP), ou militaria;
Juro por tudo que é sagrado que não iria;

A pobreza de tanto nos abraçar não há opção;
Tenho que ir à batalha e você fica na decepção;
Só é lancinante saber que ficaremos distante;
Um do outro por um tempo indeterminante;

Lancinante para nós é pensante ;
Que corações sejam ocupados sem amante;
Por outra gente, eu por ela e você por ele, querido;
Por causa da saudade que o tempo vai parindo.

Será que te perde (...)?!

Autor: Franklim de Manguião
[Separação à força]  Mocuba
10/02/2019

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

A mulher que chora

A MUHER QUE CHORA PARA UM HOMEM

A mulher que chora para um homem;
Conhece profundamente o amor, idem;
Chora com coração e alma para ele;

A mulher que para um homem chora;
Quero-o sem intenções e não é interecera;
Sabe o quanto ele vale mais que tudo que tem na vida;

Sabe que valorizar e amar um homem sem idade;
Não é sempre praticar a sexualidade
Mas sim cuidar e fazê-lo esquecer o mundo de fora;

Nem todas sabem o papel de um homem;
Mas essa mulher que chora sabe exactamente;
O grande tesouro no coração dela é tal homem.

Autor: Franklim de Manguião
[Um dia quereria ser]  " o ventilar do vento".
28/01/2019- Mocuba

sábado, 19 de janeiro de 2019

África de hoje

ÁFRICA DE HOJE

Nos séculos do pretérito, África era África;
Os do Ocidente tinha bastante ambição;
Fizeram deles seu celeiro de tudo;
De tanta riqueza que possuí tanto;

Mas África de hoje é só tristeza;
Fome, guerra, infinitas epidemias;
Inacabaveis sem se esquecer da pobreza;
O troco de tanta riqueza que possuí de mais;

Tantas guerra, perdas homanas e choros no Sudão;
Lá no Chade, lá na Somália e lá no Quênia
Moçambique também lá no cabo Delgado
Xinofobia e Apartheid também existem

Além da epidemia SIDA que dizima;
Também há outra, a CORRUPÇÃO que tanto dizima;
Nossos governantes perderam a cabeça;
Olham só no bolsos deles essa falta, quiçá!

Esquecem que há povo sem comida;
Aqui nas zonas recônditas ou lá no Saara;
Esquecem que furtam o patrimônio do povo;
Só olha o que almejam,  Ó Deus!

Vivemos onde Gato caça rato, hoje;
Aqui os fortes é que se alimentam;
Neste continente da raça negra;
É só sofrimento África de hoje.

Autor: Franklin de Manguião
Terras Quentes] Mocuba
19/01/2019

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Saía curta

SAÍAS CURTAS

Ufa!  Saías curtas;
Foi através das saías curtas que na casa;
Do meu pobre vizinho não se comeu;
A moça, o mano não sustentou;
O dinheiro juntos expenderam, nossa!

Ih! Saías curtas;
Foi o motivo dela que:
Bonitos lares desmoronam-se;
Que o peixeiro sem querer, ofereceu-lhe peixe;
No automóvel subiu sem pagar, que;

No balcão do banco usou sem comprir a fila;
Que o docente deu nota com uma intenção;
Que o chefe deixou-a passar sem documentação;
Que o barmen quebrou contas do bar da vila;

Puxa!  Saías curtas;
Foi através dela que os;
Meus velhos amigos ficaram sem futuro, bem;
O meu tio saíndo dizia estou de viagem;
Enquanto saía com ela em fim só conflitos;

Opha!  Foi através de saias curtas;
Que mais mal sobreveio ao mundo.

Autor: Franklim de Manguião e ele
Globalização e suas desvantagens
Quelimane 08/01/2019

NB: POR FAVOR MULHERES SAÍAS ATÉ NOS JOELHOS