Franklim de Manguião estudante e sonhador de ser escritor moçambicano

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

O QUE SOBROU DE TI

O QUE SOBROU DE TI

Ah querida, porquê de tão cedo sua ida
Da tua partida, meu coração pequenina
Na rua da lembrança, os olhos te olham
A boca de te beijar um dia guarda esperança

Ah querida, não se trata do teu nome
Nem do seu formato que achar não consigo
Mas do teu beijo, aroma, teus passos e teu roncar
Que ao reviver perturbam a minha mente

Sabe? Desejo-me retroceder de sermos Libelinhas
Juntos no cume, ver o claro ficar escuro e vice-versa
Sentir seu toque de bálsamo naquela ida de desdém 
Ah! De te sobraram-me as coisas que não se vão.

Autor: Ce Cedilha.
[O neo-romantismo e o meu tempo]
Maputo, 05 de Junho de 2021.

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