SAUDADES ME SAÚDAM
O tempo se vai aos passos de Aquiles e Caracol
O voar dos estacões não atinge o tic tac do relógio
Há molho de água que invade a parede do cérebro
Que mais, transformam-se em saudades pesadas
Ouço o sussurrar baixinho das saudades no além
Vociferam a sino na véspera do Natal deslumbrante
E mais jogam coração e cachimónia sem piedade
Omito a idade a noite, olhos lacrimejam de saudade
Saudades sugam-me a cada dia nesta estadia
Já não ouço melodia do zambeziar da minha terra
Nem das Chiqueletas, dos Nandhe, dos Nhakungus
Ah mente! Saudades do meu subúrbio me saúdam.
Autor: Franklim de Manguião
[brevemente aí estarei]
08 De Agosto de 2021
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